[[legacy_image_5407]] A Caixa Econômica Federal define, em até 15 dias, se aumenta o valor da indenização aos clientes que tiveram itens penhorados levados por bandidos na agência central de Santos. Assim diz a deputada federal Rosana Valle (PSB), que na quinta-feira (22) se reuniu com representantes do banco e o coordenador do Procon-Santos, Rafael Quaresma, em Brasília. A assessoria de imprensa da Caixa confirmou, por nota, ter havido mais uma reunião nesta sexta-feira (24) com o Procon-Santos, “visando ajustar a melhor forma de atender os casos remanescentes. (É) Importante destacar que cerca de 90% dos clientes já foram indenizados, preservando igualmente os princípios contratuais de forma isonômica e transparente”. A expectativa, afirma a parlamentar, é que os cerca de 4 mil afetados recebam 2,5 vezes o custo do bem. Desde o roubo à agência santista, em dezembro de 2017, banco e clientes não chegaram a um acordo. A instituição propôs pagar 1,5 vez o valor do bem, conforme o seguro para esse tipo de contrato. A parlamentar destaca que, em caso de aumento na indenização, todos os clientes seriam favorecidos – inclusive os que já fizeram acordo com a Caixa. “Saímos satisfeitos com a proposta de acordo e vamos cobrar a resposta após o prazo estipulado”, diz Rosana Valle. Segundo Quaresma, as cifras exigidas já são aplicadas em acordos posteriores a ações judiciais. “Pedimos que esse valor seja pago a todos os consumidores.” Ele afirma que a tentativa de acordo é mais uma ação para que os clientes não sejam prejudicados. “Esperamos que haja uma mudança de postura da Caixa”. Segundo ele, a indenização oferecida não condiz com o valor de mercado dos bens roubados que estavam sob a guarda da agência. O caso Em 17 de dezembro de 2017, a agência central da Caixa, na Rua General Câmara, no Centro, foi assaltada por uma quadrilha de 15 pessoas. Elas renderam o segurança e levaram joias penhoradas e dinheiro. Um dia antes, o fornecimento de energia na região foi desligado, o que desativou o sistema de monitoramento. O Procon-Santos multou a Caixa em R\$ 9 milhões, devido à indenização em desconformidade com o valor de mercado, e em R\$ 200 mil pela falha na segurança, que facilitou a ação criminosa.