[[legacy_image_55595]] ‘Snopp’, o cachorro que foi resgatado de um bueiro em Santos, morreu na última quarta-feira (9) em decorrência da leptospirose. De acordo com a tutora, Jéssica da Silva Silva, de 30 anos, o cão contraiu a doença no acidente, já que teve contato direto com água suja. “A gente não imagina sobre essa doença e quando vai ver, já está avançado”, destaca. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Em conversa com ATribuna.com.br, Jéssica explica que Snopp estava com a família há três anos. “É um animalzinho e só quem tem um animal de estimação sabe como é, a gente se apega demais, damos muito amor e recebemos muito amor deles também”, diz. Segundo ela, Snopp foi encontrado abandonado quando ainda era um filhote e, desde então, foi acolhido dentro de casa. “É um luto como se fosse alguma pessoa da nossa família, uma tristeza e um vazio muito grande”, relata. A tutora ainda diz que a leptospirose trata-se de uma doença rápida, silenciosa e fatal, pois no dia do resgate, em 27 de maio, Snopp aparentava estar bem. O animal apresentou os primeiros sintomas poucos dias após o acidente no bueiro. “Ele tinha o costume de ficar embaixo da cama mesmo, mas nunca tinha tido nenhum problema de saúde. Até que ele ficou amuado e sem comer”, ressalta. Segundo a tutora, o cachorro ficou acuado por dias. “Mas fazia as necessidades normal e não chorava. Eu pesquisei sobre a doença e diz que dói, mas ele não chorava”, relembra. Desta forma, Jéssica ficou alerta quanto aos sinais. “Comecei a pesquisar valores dos veterinários”, conta a tutora. Em um dia, Jéssica deu banho no animal: “Ele deu uma reanimada, então o levei para fora e ele fez um xixi bem preto”. Além disso, Snopp também fez fezes avermelhadas que levaram a tutora a pensar que fosse sangue. DiagnósticoOs sintomas preocuparam a família. “Liguei para o veterinário, falei com ele por telefone para ver se podia vir em casa examinar. Falei que o Snopp estava muito 'amuadinho' e fez xixi preto. Então, o veterinário perguntou se ele teve contato com rato e eu disse ele caiu dentro de um bueiro”, explica. A partir daí, o profissional alertou Jéssica sobre a possibilidade de leptospirose. Segundo a tutora, o veterinário afirmou que o cão podia ter ingerido a água do bueiro ou ter sido contaminado por meio de algum ferimento. “Meu esposo buscou vitamina e eu comecei a dar amoxicilina e dipirona em intervalos. Ele reanimou, abriu o olho que nem estava abrindo e ficou espertinho”, diz. “A gente começou a dar suplemento, água e molhar ração. Ele já estava bem fraquinho, mas eu pensava que era porque ele não comia ou bebia direito”, enfatiza Jéssica. Durante a noite de terça-feira (8), portanto, Snopp não se movimentava mais: “Só mexia o olho”. Desta forma, Jéssica conseguiu marcar uma consulta para a manhã de quarta-feira (9). “Eu fiquei pesquisando mais sobre essa doença, porque até então era uma suspeita”, relata. Porém, além de não se mover, Snopp ficou muito amarelo de terça para quarta-feira. “Eu já fiquei desesperada. Sentia mesmo no meu coração que ele estava morrendo”, lamenta. Momentos antes da consulta veterinária, a tutora notou que o cão estava com a língua enrolada. “Com a luva, olhei a boca dele e vi que tinha uma secreção. Parece que essa doença causa úlcera na boca”, afirma. [[legacy_image_55596]] No horário marcado, o marido de Jéssica levou o cachorro para o veterinário. “Chegou lá e não tinha mais o que fazer. Já tinha paralisado os órgãos e só o coração que ainda estava batendo”, diz. “Eu já sabia que ele não ia voltar mais, eu sentia que ele ia ser sacrificado e foi o que aconteceu”, relembra. Desta forma, o médico veterinário explicou que a doença é silenciosa e que quando ela deu sinal, já estava na fase terminal. Snopp faleceu por volta das 11h09 da manhã: “Os veterinários tentaram fazer o que puderam, mas no exame de sangue confirmaram que ele tinha contraído a doença e os órgãos tinham paralisado”. Jéssica relata que além da tristeza de perder o animal, ficou com medo da doença. “Eu fiquei preocupada, mas tomei todos os cuidados, usei luva e não encostei nele diretamente com o rosto”, ressalta. “Tudo que eu podia fazer por ele, eu fiz até o último dia. Fiz tudo que estava no meu alcance, mas infelizmente foi a hora dele”, lamenta Jéssica. De acordo com ela, apenas o seu bebê de oito meses que ajuda a distrair a mente. “Foi muito doloroso. Snopp tinha um valor muito grande”, finaliza. Relembre o caso'Snopp' se perdeu de casa após se assustar com fogos de um cortejo fúnebre no dia 27 de maio, na Vila Progresso, em Santos. No momento em que os tutores iam publicar sobre o desaparecimento do cachorro nas redes sociais, eles viram uma publicação com o cão preso em um bueiro. Desta forma, moradores resgataram o animal, que voltou para casa 'apenas' com um ferimento na unha. Confira o vídeo: [[legacy_youtube__JSHpltQBu8]] O bueiro com a tampa aberta gerou diversas reclamações de munícipes com a Prefeitura, que informou que iria enviar técnicos para averiguar o ocorrido e providenciar a tampa.