[[legacy_image_309181]] Em discurso no Clube Estrela de Ouro, na Ponta da Praia, onde almoçou após o ato no Corpo de Bombeiros, o ex-presidente Jair Bolsonaro declarou apoio à pré-candidatura da deputada federal Rosana Valle (PL) à Prefeitura de Santos. Ao falar, reforçou estar alinhado com o governador Tarcísio de Freitas. “Conversei com o Tarcísio nesta semana e falei que nós vamos indicar o mesmo candidato em Guarulhos e aqui em Santos também”, disse o ex-presidente. Fora dali, dentro de um carro com Rosana, Bolsonaro disse: “Ó nossa prefeita de Santos aqui, ó”. “Oh, meu Deus...”, riu ela. Em Guarulhos, há divergência a resolver sobre a pré-candidatura a prefeito com o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, conforme a imprensa nessa região. A declaração foi dada seis dias após a filiação de Rogério Santos, prefeito de Santos e pré-candidato à reeleição, ao Republicanos, mesmo partido do governador. “Pode ter certeza que com o Tarcísio não temos qualquer problema, qualquer desajuste, e eu combinei com ele que vamos estar juntos em todos os municípios aqui no nosso querido Estado de São Paulo”, acrescentou Bolsonaro. No pronunciamento, o ex-presidente comentou as condenações que sofreu no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as quais o tornaram inelegível por oito anos. “Julgamentos tornando pessoas inelegíveis fazem parte da Venezuela, da Nicarágua. O Brasil não pode encarneirar nessa onda de castrar lideranças pelo Brasil por interesses pessoais de quem quer que seja.” Bolsonaro também fez ataques ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Estou muito feliz, apesar dos problemas dos quatro anos que eu tive à frente da Presidência, os quais vencemos. No final de 2022, o Brasil estava com superávit de R\$ 50 bilhões e, no momento, já está na casa dos R\$ 100 bilhões de dívidas. Ou seja, não podemos botar um pinguço para administrar o futuro do nosso Brasil”, declarou. O superávit do ano passado, de R\$ 54 bilhões, ocorreu por causa da limitação do pagamento de precatórios (valores a pagar após decisão judicial da qual não cabe mais recurso) e pelo incremento de restos a pagar (contas deixadas para o ano seguinte). O Orçamento deste ano, preparado na gestão anterior, previa déficit inicial de R\$ 65,9 bilhões para 2023 — ampliado para R\$ 231,5 bilhões na versão definitiva.