[[legacy_image_204089]] O edifício da Bolsa Oficial de Café completará 100 anos de existência na quarta-feira. Ele foi construído para celebrar o centenário da Independência do Brasil. Para comemorar essa data histórica, na noite de quinta-feira (1º), um grande evento foi realizado no prédio que simboliza a força da cafeicultura brasileira. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Durante a solenidade, foi feita uma homenagem especial a personalidades que contribuíram para a preservação da imponente construção e da consolidação do Museu do Café, um dos pontos turísticos mais visitados de todo o Estado. Um dos agraciados foi o cafeicultor santista e ex-presidente da Sociedade Rural Brasileira (SBR), Luiz Marcos Suplicy Hafers, que morreu em agosto de 2016, aos 80 anos. A filha Adriana não escondeu a emoção ao participar da atividade. “Estou muito grata por essa lembrança. Meu pai tinha o orgulho de três coisas: ser cafeeiro, santista e brasileiro”, destacou. Outras duas pessoas também receberam essa homenagem: Eduardo Carvalhes Júnior e Guilherme Braga Abreu Pires Filho. A diretora executiva do Museu do Café, Alessandra Almeida, segurou a emoção ao falar de Hafers, que fundou e presidiu por vários anos o Instituto de Preservação e Difusão da História do Café e da Imigração (Inci) – antiga Associação dos Amigos do Museu do Café (AAMC). “Ele conseguiu trazer muito mais visibilidade e expandir as atividades desse equipamento museológico e do Museu do Imigração. Tenho uma memória muito afetiva, de carinho e de admiração pelo seo Luiz”, ressaltou. O presidente do Conselho do Inci, Carlos Henrique Jorge Brando, também enalteceu a memória do amigo. “Seo Luiz foi um grande líder, em uma fase extremamente importante para a consolidação desse espaço”, reiterou. Para o secretário de Estado de Agricultura e Abastecimento, Francisco Matturro, Hafers “foi um ícone do café e deixou um legado muito importante para todo o setor”. Lições para o futuroA diretora executiva da Organização Internacional do Café (OIC), Vanusia Nogueira, veio diretamente de Londres (Inglaterra) para prestigiar o evento. Ela entende que a Bolsa do Café é um imóvel importante para a história mundial do setor. “É importante conhecer o passado, entendê-lo e buscar através dele as lições para o futuro. Dessa forma, conseguiremos saber o que devemos continuar e fazer diferente. Ter esse resgate para seguir em frente é fundamental, principalmente por termos uma cultura que olha muito mais para o futuro do que para o passado”, destacou ela, a primeira mulher a comandar a OIC. O secretário de Estado de Cultura e Economia Criativa, Sérgio Sá Leitão, explicou que o Museu do Café já é uma referência internacional. “Foram investidos R\$ 5 milhões no ano passado para restaurar o prédio, colocar uma iluminação cênica e fortalecer as ações para dar a visibilidade histórica e cultural ao café, que ajudou a forjar São Paulo”. O prefeito Rogério Santos (PSDB) entende que o edifício simboliza o desenvolvimento cultural, econômico e político de Santos e de São Paulo no início do século passado.