Anaeliza teve estudos custeados até a faculdade. Depois, fez Odontologia e se tornou mestre e doutora. “Educação é algo transformador” (Sílvio Luiz/AT) Ter a sua história pessoal misturada com a do principal jornal da Baixada Santista é uma sensação presente na vida da dentista e professora Anaeliza Figueiredo dos Santos, de 30 anos. A bolsa de estudos que ganhou, por causa de uma parceria entre A Tribuna, durante promoção alusiva ao seu centenário, e o Complexo Educacional Santa Cecília, foi decisiva na formação de uma profissional renomada em sua área de atuação. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Ela, que atualmente mora na Capital, guarda Santos como ponto de partida desse caminho. Pós-graduada em Odontologia Hospitalar pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein, tem mestrado e doutorado pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (FOUSP). “Fiz pesquisa sobre laser, voltada à área de oncologia, para o manejo das alterações que os pacientes podem apresentar na boca, bem como qual protocolo seria melhor para as possíveis situações”, explica. A jornada foi de sete anos, entre mestrado e doutorado, e teve muitas pesquisa e atuação em clínica. Assim, conseguiu tudo o que buscava. “Tive a oportunidade de trabalhar em um ambiente hospitalar, que me fez crescer demais profissionalmente. A Anaeliza profissional tem três grandes pilares: a clínica, que é soberana, a docência e a pesquisa. Tudo o que eu faço na clínica é baseado em evidências científicas, e tudo o que ensino para outros colegas, da mesma forma. A educação é algo muito transformador”, emenda. Festas em grupo Anaeliza lembra com carinho das festas de aniversário coletivas, junto com as outras 22 crianças que também tiveram direito a bolsa integral, do maternal ao fim do Ensino Superior — embora tenha demorado a entender a razão daquilo. “Juntavam 23 crianças numa sala para comer bolo e visitar o jornal. Era algo muito animado. Creio que, até os 7 anos, fazia visitas anuais a A Tribuna. Isso marcou minha memória. Cresci com essa informação de que tinha sido privilegiada.” Com o passar do tempo, ela foi percebendo o impacto que essa condição teve em sua vida. “Quando entrei na faculdade, comecei a perceber que tive uma oportunidade que poucas pessoas poderiam ter, que é um estudo particular de qualidade sem ter o custo disso. Quando entrei na faculdade de Odontologia, percebi isso bem, que seria um esforço muito grande para os meus pais arcar com isso.” Na sua visão, o privilégio de nascer no dia em que A Tribuna comemorou 100 anos foi devidamente honrado. “Consegui finalizar os ensinos Fundamental e Médio, me formei na faculdade e, hoje, sou mestre e doutora pela USP dentro da minha área. Foi tudo maravilhoso.”