[[legacy_image_145504]] Descendo a Serra do Mar ou navegando pela costa, é fácil identificar uma das principais características locais: a grande quantidade de arranha-céus. Segundo pesquisa divulgada em 2018 pelo ZAP Imóveis, o Município é o mais verticalizado do Brasil. O índice de edificação foi de 63%. Esse percentual foi calculado ao dividir o número de prédios pelo total de casas na Cidade. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Apesar desse dado impressionante, a construção civil acredita que Santos ainda desperta o interesse de muitos empresários locais e de outras regiões. Por esse motivo, o segmento terá novos investimentos nos próximos anos. O diretor do Sindicato da Habitação (Secovi) na Baixada Santista, Carlos Meschini, diz que Santos terá uma capacidade muito grande de receber novos projetos ao longo dos próximos anos por ser uma localidade com diferentes atrativos. “A gente percebe que as empresas de São Paulo, que ficaram por aqui e foram embora, estão retornando aos poucos. Algumas delas vão soltar alguns empreendimentos e isso só ocorre porque elas têm pesquisas e embasamento para fazer investimentos”, destaca. Na avaliação do diretor, há um interesse na construção de imóveis de alto padrão por pessoas que se aposentaram e de profissionais bem remunerados que trabalham na Região Metropolitana de São Paulo. “Cada vez mais a gente se surpreende com a capacidade de Santos receber novos lançamentos. Haverá muitos produtos diversificados entrando no mercado. Uma tendência é o surgimento de empreendimentos com apartamentos pequenos, de até 40 metros quadrados, para atender o público jovem, casais novos e pessoas que moram sozinhas”, reiterou. Mercado aquecidoO diretor regional do Sindicato da Construção Civil do Estado de São Paulo (Sinduscon-SP), Lucas Muniz Elias Teixeira, entende que o setor deve atuar forte em Santos pelo fato de ser o município da Baixada Santista que concentra a maior gama de serviços, instituições de ensino e empregos. “O mercado daqui atende aos públicos das mais variadas faixas de renda que buscam comprar um apartamento. O mesmo acontece com aqueles que buscam um imóvel comercial”, frisa. Por outro lado, ele reconhece que um dos desafios é conseguir viabilizar na Cidade empreendimentos econômicos e que são enquadrados nos parâmetros do programa Casa Verde e Amarela, do Governo Federal. “É difícil entrar nesse nicho por uma série de razões, como a questão do solo, o elevado preço do terreno e o valor dos materiais”, justifica. [[legacy_image_145505]] Todos os tamanhosApesar das dificuldades da economia com inflação e juros altos, o setor da construção pretende manter os investimentos neste ano. Até o final do ano passado, Santos possuía 37 projetos aprovados e mais 232 na fila para análise. Os projetos aprovados não precisam ser colocados em implantação imediatamente, mas são um indicativo da tendência de investimentos do setor. Em, o presidente da Associação dos Empresários da Construção Civil da Baixada Santista (Assecob), Ricardo Beschizza, acredita em retomada gradual da economia, com o avanço da vacinação contra a covid-19. “A retomada vem naturalmente, como efeito da imunização da população e com mais vacinas. As pessoas se animam mais para sair e consumir. Entretanto, é um ano eleitoral, com muita confusão e polaridade. O que o setor tem a favor é que todos os estoques (de imóveis) foram consumidos na pandemia, gerando novos projetos que estão sendo colocados na rua gradativamente. Então, vão começar a aparecer obras novas. A dúvida é se o mercado vai conseguir acompanhar os preços dessas unidades em função do aumento de preço dos insumos durante a pandemia”.