A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) instalou uma barreira flutuante na Avenida Siqueira Campos (Divulgação / Francisco Arrais) A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam) realizou a instalação de uma barreira flutuante na Avenida Siqueira Campos (Canal 4), na manhã desta terça-feira (17), para evitar que resíduos sólidos sejam despejados no mar, quando a comporta do canal, junto à praia, está aberta. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! O sistema é composto por galões de plástico de 20 litros reunidos em uma rede com cinco metros de comprimento, e foi fixado com cabos de aço nas duas extremidades do canal, quase embaixo da passarela de pedestres da primeira quadra da avenida. Os galões são preenchidos com pedregulhos para garantir a estabilidade. O lixo acumulado perto da barreira, principalmente embalagens plásticas, é recolhido diariamente pelas equipes de limpeza urbana da cidade. A instalação foi realizada por uma equipe da Secretaria Municipal das Prefeituras Regionais (Sepref), com a supervisão do secretário municipal de Meio Ambiente, Marcio Paulo, e estagiários da seção de Educação Ambiental da Semam. O secretário ressaltou que a barreira é a terceira desse tipo na Cidade. As outras estão localizadas nas avenidas Pinheiro Machado (Canal 1, José Menino) e Jovino de Melo (Santa Maria, Zona Noroeste). Na Avenida Bernardino de Campos (Canal 2, Gonzaga), a contenção dos resíduos sólidos é feita por uma barreira industrial. “A ideia é colocar as barreiras flutuantes em todos os canais. Os próximos a receber serão o 5 e o 6”, informou Marcio Paulo. A instalação foi feita por uma equipe da Secretaria Municipal das Prefeituras Regionais (Divulgação / Francisco Arrais) Conscientização O secretário lembra um outro aspecto das barreiras: “a ideia não é só impedir a chegada do lixo flutuante urbano no mar, mas também fazer com que as pessoas vejam aquilo que é deixado na Cidade, que não é descartado de forma correta e acaba chegando no mar. Os animais marinhos se alimentam deste lixo pensando que são peixes e acabam morrendo intoxicados”. Tartarugas prejudicadas Marcio Paulo menciona que o Aquário Municipal recebe mensalmente de cinco a seis tartarugas com o estômago cheio de plásticos. “Conseguimos salvar algumas tartarugas com cirurgia, e elas passam por recuperação”. Outra barreira, com uma estrutura diferente, está localizada no Rio São Jorge, sob o Viaduto Mariângela Duarte. Ela foi instalada pela Operação Enrede, uma iniciativa da Prefeitura de Santos em parceria com o Instituto Nova Maré.