[[legacy_image_315064]] Uma opção de mercado que agrade tanto ao comerciante quanto ao cliente. Essa pode ser a definição básica da vantagem em aderir a um clube de assinaturas. Segmentos têm abraçado, cada vez mais, a possibilidade de fidelizar a clientela e garantir previsibilidade no caixa da empresa. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A barbearia Vinil, no Embaré, em Santos, fez a aposta no modelo de assinaturas, e o resultado tem sido positivo. Conforme um dos sócios, Alan Luiz de Oliveira, a ideia veio após a pesquisa de um formato que fizesse sentido no plano de negócios da casa. “A gente entendeu que seria uma boa, pois continuaria tendo o mesmo atendimento e ainda conseguiria atender os clientes avulsos, que buscam um corte simples”, afirma. Para ele, o sistema de assinaturas é benéfico para o cliente. “Existe a facilidade de agendar no horário que quiser e quantas vezes desejar, seja para cortar o cabelo na segunda e fazer um ‘pezinho’ na sexta, ou mesmo dar uma ajeitada na barba, por exemplo. É como se fosse a assinatura de um streaming, já debitado diretamente do cartão de crédito”, acrescenta Oliveira. Há planos que vão do básico, com corte de cabelo, até o corte e barba, que seria de valor mais alto, contemplando também limpeza de pele, ouvidos e nariz. “Lançamos há duas semanas e já passamos de 150 assinaturas. A meta é, até o final do ano, chegar a 300, 400 adesões”, prevê o sócio. Cliente gostaO empresário Sidney Roberto Alves dos Santos, que aderiu ao plano de assinatura, aprovou a opção. “Como eu faço a barba e o cabelo semanalmente, é vantajoso, porque se paga uma vez e tem a disponibilidade de cortar quantas vezes achar necessário. Se surge um evento no meio da semana, você pode marcar e fazer um ajuste, por exemplo”, avalia. [[legacy_image_315065]] Bom para cachorroOutro segmento comercial que abraçou a ideia das assinaturas é o de pets. Aqui, o serviço é direcionado ao banho dos animais e vem ganhando adeptos. “Temos um sistema próprio de gestão de banho e tosa e analisamos a presença dos clientes. A gente pensa que o cliente vai toda semana, mas não é exatamente assim. Por isso, pensamos em um negócio que pudesse aumentar a frequência na loja e, ao mesmo tempo, ser positivo para o cliente”, explica um dos sócios da rede Petland, Marco Domingues, que idealizou o plano. Na Baixada Santista, já são 27 contratos assinados, com 24 lojas abertas na região. Há três planos disponíveis: básico (três banhos por mês, a R\$ 94,90); essencial (quatro banhos, a R\$129,90) e o ilimitado, a R\$ 139,90. Ele conta que uma situação curiosa o fez ver que um plano ilimitado fazia sentido. “Uma moça levou o cão para banho duas vezes no mesmo dia, a segunda em função de ele ter caído na privada”, descreve. Os planos de assinatura mostram o fôlego em números: as lojas tiveram aumento na frequência em torno de 150%. “Porque esse sentimento de ‘tá pago, vou usar’ prevalece”, complementa Domingues. Na pandemia, livraria tinha leitores e assinantesNa pandemia de covid-19, o livreiro José Luiz Tahan lançou um serviço de assinaturas, o Clube Realejo. Foi positivo, considera. Porém, a retomada dos compromissos presenciais inviabilizou a continuidade. Porém, para ele, ficou a sensação de um negócio que deu certo enquanto durou. “A ideia teve um grau de satisfação grande por parte do público e, também, dos autores que participaram. Era muito autoral também. Eu fazia curadoria, ia atrás dos conteúdos e autores. Além disso, fazia uma ilustração à mão também, um retrato do escritor do mês. Tinha as criações de papelaria, embalagem... Era um trabalho que dava prazer em fazer”, narra Tahan. Ele apresenta números que indicam o êxito da empreitada. “O clube já tinha alcançado, em um ano e três meses, mais de 300 associados”, menciona o livreiro. Ele não descarta a volta do Clube Realejo, numa nova roupagem. “Quem sabe a gente possa, com outras estruturas, retomar no futuro, com outro tipo de ideia? Não sei. Mas confesso que estou muito satisfeito com tudo que a gente está realizando. De qualquer forma, acabou virando um capítulo bom do nosso grande livro da história da Realejo”, complementa Tahan.