[[legacy_image_322930]] As balsas com fogos de artifício destinados à tradicional queima da virada de ano de Santos estão sendo recolhidas das praias da cidade, devido às condições do mar. Munícipes estranharam o deslocamento de embarcações posicionadas na orla, entre as praias do José Menino e Ponta da Praia, durante a tarde deste domingo (31). (Veja compilação de vídeos abaixo) Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Em vídeo enviado à redação de A Tribuna, um munícipe relata a ausência de balsas na região entre a divisa com São Vicente, no bairro José Menino, até a altura da Rua Quintino Bocaiuva, no Gonzaga. “Normalmente, são colocadas de duas a três balsas da Rua Quintino Bocaiuva até a divisa. Estou achando estranho, porque as balsas estavam aqui e foram retiradas”, observou. Outro vídeo feito por uma moradora da Ponta da Praia, na altura da Fortaleza de São Amaro da Barra Grande, mostra as balsas com fogos de artifício daquela área sendo deslocadas. Relatos dão conta de que também foram recolhidas as balsas nas praias do Embaré e Boqueirão. Alta da maréInformações extraoficiais apuradas por A Tribuna indicam que o que motiva a recolhida das balsas de fogos de artifício é a chegada de uma frente fria vinda do Sul do país, que deverá provocar alta da maré e mar agitado em Santos até segunda-feira (1º). Banhistas e praticantes de esportes náuticos devem evitar entrar no mar nesse período. O alerta é da Defesa Civil. A previsão é de ondas entre dois e três metros na baía de Santos, segundo dados do Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Universidade Santa Cecília (NPH-Unisanta). Ainda hoje, a maré pode alcançar 1,5 m na baía e 1,6 m no interior do estuário, com pico previsto para o fim da tarde deste domingo. Na segunda-feira, a maré atinge 1,3 m na baía e 1,4 m no interior do estuário, por volta das 6h e das 17h. De acordo com o Plano Municipal de Contingência para Ressacas e Inundações de Santos, o estado é de atenção, mas não são esperados impactos em estruturas urbanas costeiras. As informações, ressalva o NPH-Unisanta, são baseadas em previsões de modelos numéricos, podendo sofrer alterações ao longo do tempo. O que diz a Prefeitura Em nota enviada à redação de A Tribuna, a Prefeitura de Santos diz o seguinte:Conforme a Defesa Civil de Santos alertou neste domingo (31), a frente fria que atinge a região provocou alta da maré e mar agitado com ondas de até três metros de altura. Tais condições prejudicaram o posicionamento das balsas com os fogos de artifício programados para o Réveillon, na orla santista. Por isso, a empresa responsável pelo evento reposicionou apenas seis das dez embarcações inicialmente previstas. As seis balsas foram ancoradas entre os canais 3 e 6 – faixa onde a maré apresenta condições de estabilidade para o disparo dos fogos. A Defesa Civil explica que, neste domingo, conforme o Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas da Universidade Santa Cecília (NPH-Unisanta), o sentido de orientação das ondas mudou de direção, atingindo com maior intensidade o sentido sul da orla de Santos, tornando a faixa entre o Canal 3 e Emissário Submarino inviável para a ancoragem das balsas. Devido à mudança da maré, foi necessário reposicionar as embarcações. Vale ressaltar que o acionamento dos artefatos é realizado de forma remota, via satélite, o que dispensa totalmente a necessidade da presença de profissionais nas balsas. Na orla santista, o tempo do espetáculo – de 14 minutos – será mantido nestas seis balsas, dependendo das condições do mar à meia-noite. As embarcações foram ancoradas a uma distância segura da areia, garantindo tranquilidade e segurança ao público. As atrações musicais também estão mantidas. A Orquestra Sinfônica Municipal de Santos (OSMS) vai se apresentar, a partir das 22h, no palco montado na Praia do Gonzaga, prestando homenagem a Rita Lee.