Baleia foi achada morta na barra de Santos (Bruno Silva) Uma baleia foi encontrada sem vida na terça-feira (19), às 10h47, na barra de Santos, no litoral de São Paulo. O registro foi feito por Bruno da Silva, inspetor de operações de 40 anos, que estava trabalhando no local. (Veja vídeo mais abaixo) Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Avistei algo na água. Quando fui chegando mais perto, me deparei com a carcaça da baleia”, contou Bruno para A Tribuna. Ele relatou que posteriormente, no mesmo dia, havia um tubarão se alimentando da baleia. O animal seria da espécie Jubarte (Megaptera novaeangliae), segundo o biólogo Eric Comin. Essas baleias podem atingir até 16 metros de comprimento e pesar até 40 toneladas. -Veja o vídeo (1.514821) Causas da morte Entre as possíveis causas da morte estão velhice, quando as baleias perdem a força para nadar e subir para a superfície para respirar, ou infecções, que podem ser provocadas por parasitas, bactérias e vírus, enfraquecendo esses animais. Comin explica que, entre as causas, também pode estar a interferência humana, principalmente as redes de pesca, onde a baleia fica presa (tanto redes ativas, que o pescador coloca, quanto as fantasmas, que são aquelas perdidas no mar). Nesses casos, o animal é impedido de subir para a superfície para respirar e morre por asfixia. O biólogo ressalta que "estamos em uma área de portos, como o de Santos e o de São Sebastião. Pode ocorrer ainda o atropelamento por grandes embarcações comerciais em rotas de navegação. Então, isso pode causar um trauma grave ou fraturas que podem chegar a ser letais”. Tubarões Segundo o especialista, o registro de tubarões se alimentando de carcaças de jubarte é um evento ecológico extremamente importante para a natureza. “Uma única carcaça de baleia, ou seja, até 40 toneladas, representa a maior concentração de biomassa e energia que pode surgir no oceano de uma vez só. Isso atrai predadores, como tubarões”. Carcaças flutuando próximo à costa ou em direção às praias podem gerar um perigo como liberação de gases e processo de decomposição. Além de ser um alerta para banhistas, pois pode significar a aproximação de predadores. Migração A Baixada Santista está na rota de migração das baleias, que acontece de abril até setembro, conforme explica Eric Comin. As jubartes costumam viver na Antártida, mas, durante o inverno, como o mar fica mais gelado, acabam migrando em busca de uma temperatura mais quente e uma água mais calma. Durante essa época de migração, são esperadas aproximadamente 30 baleias cruzando os mares.“Elas buscam águas quentes para fazer a sua reprodução. Vão em direção ao estado da Bahia, onde vão acasalar, parir, ter os filhotes e poder alimentá-los num ambiente de água quente e totalmente seguro”.