[[legacy_image_347676]] A Baixada Santista registra mais três mortes provocadas por dengue: duas em Guarujá e uma em Itanhaém. Elas se somam ao registro feito em Peruíbe e revelado no mês passado. Segundo dados municipais, nove mortes por suspeita de dengue são investigadas - Santos, Mongaguá e Itanhaém têm duas cada, e Cubatão, Peruíbe e Praia Grande, uma por cidade. O Painel de Monitoramento do Governo do Estado aponta sete: duas em Itanhaém, duas em Santos e uma, cada, em Cubatão, Mongaguá e Peruíbe. Ainda conforme o painel, a morte mais recente na região data de 13 de março, em Itanhaém. A vítima era uma mulher de 36 anos internada no Hospital Regional Jorge Rossmann, conforme a Prefeitura. A primeira morte na região foi confirmada em 22 de março: a de um idoso de 77 anos que vivia em Peruíbe. Ele teria contraído a doença durante uma viagem à Bahia. Na cidade, ele desenvolveu sintomas e morreu em 25 de fevereiro. Porém, o primeiro óbito, de fato, foi em Guarujá, em 2 de fevereiro. Conforme o Painel da Dengue, a vítima era um homem entre 50 e 64 anos, que começou a apresentar sintomas da doença em 25 de janeiro. Em Guarujá, um homem com idade entre 65 e 79 anos morreu de dengue em 27 de fevereiro, e ele começou a sentir sintomas uma semana antes. A Cidade tem o maior número de casos na região: 2.461 registros, dos quais dois considerados graves, entre o início do ano e quinta-feira (4). O painel menciona que março foi um mês de queda nos números de novos casos da doença na Baixada Santista. Na última semana epidemiológica, entre os dias 24 e 30, apenas dois novos casos foram registrados na região. [[legacy_image_347677]] Mais óbitosO número de mortes por dengue neste ano, na região, supera de 2023, quando uma pessoa morreu da doença, em Itanhaém. Segundo o infectologista e professor universitário Roberto Focaccia, a gravidade da dengue depende de fatores como o sorotipo do vírus - há quatro -, a situação clínica anterior do paciente e o estado prévio da imunidade. “Uma nova infecção por outro sorotipo da dengue pode ser mais grave.” A demora para procurar atendimento com urgência nos primeiros sintomas também pode agravar o quadro. “A hidratação intensa e correta logo que o paciente for atendido é fundamental para evitar evolução a formas graves, com choques e hemorragias.”