[[legacy_image_253037]] A Baixada Santista começou o ano com saldo negativo em empregos formais. A região perdeu 392 postos de trabalho em janeiro. Porém, o resultado é melhor do que o do mesmo mês do ano passado. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência. O saldo negativo de 392 postos é a diferença entre o número de admissões (11.917) e o de desligamentos (12.309). Em janeiro de 2022, perderam-se 722 vagas, por causa de 11.194 admissões e 11.916 desligamentos naquele período. O número de admissões em janeiro deste ano também foi maior no mesmo comparativo (11.917 contra 11.194 em 2022). “Embora existam diferenças de saldo em relação ao ano anterior, vale observar que nossa região é vocacionada para empregos no setor de serviços. Nossa região está saturada e, na configuração atual, não tem perspectivas de crescimento populacional ou do número de vagas criadas”, considera o economista Denis Castro. Ele aponta, ainda, a necessidade de um esforço metropolitano para mudar esse cenário, mas que nada indica que possam ocorrer mudanças no curto prazo. “É normal que os números do momento atual da pandemia (de covid-19) sejam melhores do que os do ano passado, pois houve uma retomada abrupta das atividades com o fim do distanciamento social”, aponta o economista. Em nível nacional, o saldo de vagas foi positivo. Porém, inferior ao de janeiro de 2022 — 83.297 empregos agora, 167.269 antes. MunicípiosDas nove cidades da Baixada Santista, apenas duas tiveram números positivos em janeiro deste ano entre admissões e desligamentos: Cubatão e Praia Grande, com 32 e 72 postos, respectivamente. O pior saldo foi registrado em Bertioga: fechamento de 158 vagas.[/TEXTO] O quadro foi diferente do registrado em janeiro do ano passado. Na ocasião, Cubatão e Santos apresentaram saldo positivo — a primeira com 71 postos de trabalho, e a segunda, com 346. O pior número estava com Guarujá: 386 a menos. A cidade que mais admitiu trabalhadores em janeiro deste ano foi Santos, com 5.107. O número de contratações na Cidade foi inferior ao do mesmo mês em 2022 (5.324). “É importante ressaltar também que a metodologia do Caged foi alterada. Agora, são contabilizadas como pessoas empregadas aquelas que atuam como autônomas, por aplicativo ou o empresário individual. Existe um movimento de precari-zação dos empregos, bem como a diminuição da renda do trabalhador”, observa o economista Denis Castro. 253038