Condesmar Fernandes de Oliveira foi encontrado morto nesta terça-feira (10) (Arquivo Pessoal) O ambientalista Condesmar Fernandes de Oliveira foi encontrado morto em seu apartamento em Santos nesta segunda-feira (9). A informação foi confirmada por integrantes do movimento ambientalista da Baixada Santista, região onde ele atuou por décadas na defesa de causas socioambientais. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Segundo relatos de pessoas próximas, o corpo do ativista foi encaminhado ao Instituto Médico Legal (IML) de Santos, onde aguarda a liberação por parte da família. Até o momento, detalhes sobre a causa da morte não foram divulgados oficialmente. Condesmar tinha 68 anos. Ele deixa quatro filhos. A notícia provocou comoção entre integrantes de movimentos socioambientais da Baixada Santista, região onde construiu grande parte de sua trajetória de militância. Ativista histórico, ele era conselheiro do Conselho Estadual do Meio Ambiente (Consema-SP) e participou durante décadas de debates e mobilizações voltadas à defesa do meio ambiente e das condições de vida da população afetada por danos ambientais. A notícia provocou comoção entre integrantes de organizações ambientais e movimentos sociais da região, que destacaram o papel de Condesmar na construção e fortalecimento do ativismo ambiental no litoral paulista. O jornalista, escritor e analístico político Raul Christiano fez um post em sua rede social lamentando a morte do amigo. "Era um sujeito obstinado, estudioso, técnico nos temas e sempre esteve associado nos movimentos ecológicos, educacionais e culturais de Santos e região. O conheci no início dos anos de 1980", escreveu em seu relato. Militância ambiental na Baixada Santista A militância de Condesmar começou ainda no início da década de 1980, quando participou de mobilizações contra a instalação de usinas nucleares no litoral de São Paulo, na região da Juréia, entre os municípios de Peruíbe e Iguape. Na época, o movimento reuniu ambientalistas, pesquisadores e moradores que se opunham ao projeto. Desde então, ele manteve atuação constante em organizações e redes socioambientais da região, participando de movimentos ecológicos, educacionais e culturais em Santos e na Baixada Santista. Ao longo da trajetória, também esteve presente em audiências públicas e discussões sobre políticas ambientais, planejamento urbano e preservação de áreas naturais, defendendo maior participação da sociedade civil nas decisões sobre o território. Informações sobre velório e sepultamento devem ser divulgadas após a liberação do corpo pelo Instituto Médico Legal (IML).