[[legacy_image_322625]] “Ficamos muito tristes quando saímos de casa para oferecer doces momentos e somos tratados dessa forma”, esse é o relato de Vanessa dos Santos, de 42 anos, que foi alvo de um cliente grosseiro, em uma loja de doces de Santos. A Tribuna conversou com a funcionária sobre o caso e a homenagem feita pela equipe neste sábado (30). A mulher relatou que estava trabalhando no balcão no último dia 23, quando um cliente foi até o local em busca de uma sobremesa à pronta entrega. Entretanto, o que ele desejava, um bolo, não tinha mais disponível. “Por conta disso ele ficou muito irritado e acabou sendo ríspido no seu tratamento. Começou a me intimidar como se eu fosse obrigada a ter esse produto para oferecer”, disse Vanessa. Segundo a proprietária do estabelecimento, Alline Conrado, de 30 anos, o homem chegou a chamar a funcionária de burra após perceber que não teria o produto que ele queria comprar. “Ele começou a bater no balcão, expressando a vontade que ele queria aquele bolo”, relatou. Após o momento, a atendente relembrou que se ajoelhou atrás do balcão, começou a chorar e o homem foi embora. De acordo com Alline, outros clientes presenciaram o ocorrido, entretanto, não houve nenhum registro, por isso, não registraram o Boletim de Ocorrência - por não terem provas o suficiente e também não saberem maiores informações sobre o homem. Vanessa reforçou que se não fosse o incentivo da equipe e da chefe, ela teria ido embora para não voltar mais. “Na hora ela me falou ‘levanta a cabeça, você não merece isso e eu não vou deixar ninguém apagar o brilho que você tem’”. Nas redes sociaisApós o ocorrido, Alline fez uma série de stories no Instagram da loja narrando o ocorrido e outros clientes vieram consolar a atendente e exaltar o seu trabalho. “Muitas pessoas até vieram à loja para me abraçar, então foi muito bom saber o quanto eu sou amada e querida. Sou muito grata pelos gestos de amor e carinho de todos”, descreveu. Atendimento ao públicoDurante as festas de fim de ano, muitos funcionários de estabelecimentos acabam passando pela mesma situação de Vanessa. “Ninguém tem culpa se você (o cliente) não conseguir algo e não ter a pronta entrega. Às vezes, não vai ter aquilo que você quer, mas ninguém tem culpa. O cliente também tem que saber respeitar”, destacou Alline.