[[legacy_image_77744]] O estado de São Paulo celebra nesta sexta-feira (9) o Dia da Revolução Constitucionalista de 1932, e a data tem um significado ainda maior para uma associação de Santos que preserva a memória dos combatentes desse período importante para a história do Brasil. A equipe de A Tribuna foi até o Instituto Histórico e Geográfico da cidade, que fica na Avenida Conselheiro Nébias, no bairro do Boqueirão, e conversou com um pesquisador da Associação dos Combatentes de 1932 de Santos para um ‘tour’ que preserva a história em equipamentos e documentos da época. Confira na videorreportagem abaixo. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! [[legacy_youtube_LWiDq237W6Q]] “A Associação foi criada para defender o interesse de ex-combatentes", conta o jornalista e pesquisador Gilmar Domingos de Oliveira, de 66 anos, sobre a motivação da preservação do período que marcou a luta liderada pelo estado de São Paulo, que defendia uma nova Constituição para o Brasil e atacava o autoritarismo do Governo Provisório de Getúlio Vargas. Oliveira descreveu parte do acervo histórico presente na Associação. “Temos aqui mais de 100 volumes de livros publicados sobre o tema, assim como cerca de 25 capacetes que foram usados na época”. Sobre os itens de proteção, o pesquisador afirma que “têm muita história, afinal, estão como esses heróis paulistas os deixaram. Ou seja, a ferrugem enobrece, mostra o tempo que passou e valoriza as peças como relíquias”. E já que a associação preserva a história dos combatentes da região, é necessário destacar a importância da cidade na ‘Revolução de 1932’. “Era fundamental, uma vez que já tínhamos o maior porto da América Latina. Então, o apoio de Santos e de seu povo era vital”, explica o pesquisador. “Era por aqui que o Estado poderia ser invadido com facilidade, as armas necessárias pela revolução poderiam entrar e, além disso, também era o acesso ao ‘coração’ de São Paulo”. [[legacy_image_77745]] Porém, de acordo com Oliveira, o fator mais relevante é a tradição da cidade de sempre defender conceitos éticos de valores importantes para a nação, como a liberdade, as leis e a Constituição. “Santos cumpriu seu dever, não resta a menor dúvida”.