[[legacy_image_225156]] Faltando menos de um mês para o Natal, é inegável que um dos seus grandes símbolos é a árvore natalina. De acordo com a tradição cristã, o dia para montá-la é neste domingo (27), primeiro do Advento, tempo litúrgico que dura quatro semanas e marca a preparação para o nascimento de Jesus. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios “A árvore de Natal com as suas luzes recorda-nos que Jesus é a luz do mundo, é a luz da alma que dissipa as trevas das inimizades e abre espaço ao perdão”, explicou o Papa Francisco em 2018. Muitas famílias têm optado, cada vez mais, por preparar a decoração natalina com antecedência ainda maior e fazem deste momento uma experiência em família, reforçando um preceito da fé cristã: a união pelo amor. A Tribuna conheceu três histórias de uma relação marcante com a árvore de Natal e o que ela representa. A secretária Cintia Maria Gonçalves Guilherme Santana, de 52 anos, também tem seu ritual para a montagem da árvore de Natal: a partir de uma sala vazia, o adereço comanda a mudança para um lugar preenchido com amor. “Aqui é assim: nós decoramos a casa toda por dentro e por fora. Quando chega o final de novembro, eu tiro tudo das minhas salas, esvazio tudo, e começo a descer as coisas de onde estão guardadas. Então, nas salas, ficam apenas itens de Natal decorando tudo. Por último, montamos a árvore”, explica a moradora do bairro Embaré. Ela reforça que sua árvore de Natal não tem repetição em sua decoração, feita em conjunto com o marido, o aposentado Jari Santana, de 68 anos e a filha, a professora Juliana Gonçalves Guilherme Santana, de 32 anos. “A árvore significa muita coisa para o Natal, como vida e renascimento. Nos juntamos e, aos poucos, vamos montando. A cada ano, monto a árvore de forma diferente. Ela nunca é igual, porque também significa inovação. Gosto sempre de estar mudando. Montamos os três juntos, porque cada um vai opinando daqui e dali. E não tem, jeito: todo ano é uma emoção diferente”, reforça Cintia. [[legacy_image_225157]] A artesã Kátia Silvério Pinheiro, de 54 anos, leva a tradição de cuidar da árvore de Natal pelas diversas gerações da família. Da casa do avô, passou para sua mãe e, agora, a tarefa é compartilhada com o marido, o contador Cyro Pinheiro, de 56 anos, e dos filhos, a analista de exportação Laryssa Pinheiro, de 28 anos, e o fisioterapeuta Cayque Pinheiro, de 27. “Até hoje monto a árvore da minha mãe e a minha. Não tenho uma árvore temática”, explica Kátia. E, para ela, existe uma regra: a cada ano, a árvore, que tem lembranças de infância dos filhos, presentes de amigos e itens produzidos por ela, precisa ganhar um enfeite diferente. “As pessoas sabem disso, vão viajar e me trazem um enfeite. Passam numa loja e dizem: ‘Esse é a cara a Kátia’. Tenho de quando meus filhos eram pequenos”, explica. Um enfeite tem um espaço especial: um trenzinho, que circula pela árvore e remete a memórias antigas. “Eu, minha filha e minha mãe adoramos filmes de Natal. Nessa época, assistimos muitos e, fora do Brasil, o trenzinho tá sempre presente nas decorações. Acho que tem um ar de Magia”, justifica. Mas não pense que a decoração é feita de qualquer jeito por Kátia. “Montamos quando o pessoal está em casa, normalmente à noite. Mas eles só olham porque eu sou muito chata. Dizem que tudo o que eles colocam, eu troco (risos). Antigamente, a gente montava no dia 1º de dezembro. Agora, não. Montamos logo após o Dia de Finados”, emenda. A artesã Rachel Duarte, de 39 anos, do bairro Aparecida, em Santos, faz do momento de montar a árvore um evento em família, com recheio de amor e cumplicidade. “Faço um almoço, lanche ou um café da manhã que todo mundo compartilhe. Enquanto fazemos a refeição, nos unimos na montagem da árvore. Acabo, com isso, fazendo com que as pessoas olhem para a montagem da árvore como uma coisa que traga lembrança, que seja um momento bom”, conta. O marido Élcio, de 41 anos, e o filho Bernardo, de 7, são os parceiros de montagem. “Nossa árvore é a mesma de quando nos casamos, mas não que isso seja tradição mas continua a mesma árvore. Ela tem 2,20 m e decoramos com enfeites variados, alguns feitos por mim e outros comprados, fazemos uma árvore bem tradicional decorada com pinhas, bolas, papai Noel de tecidos e laços. Como sou artesã, muitos enfeites da minha árvore são feitos por mim. Então, gosto de produzir os enfeites e decorar a casa”, acrescenta. Para ela, o Natal vem perdendo muito o sentindo real que é comemorar o nascimento de Cristo. “A união da família nessa comemoração é muito importante e por isso acredito muito que já começar nos preparativos ajuda muito com que isso não se perca na minha casa”, explica Rachel.