[[legacy_image_54792]] Apaixonado por música desde a juventude, Caio Forster, de 32 anos, leva diferentes estilos musicais, do clássico e rock ao pop e MPB, para os transeuntes que embarcam e desembarcam diariamente, na barca do Ferry Boat da Ponta da Praia de Santos. Confira a entrevista com o artista de rua na videorreportagem abaixo. [[legacy_youtube_ihBi9QzBNJA]] Impactado pela crise na cultura, uma das áreas que mais sofreu com a pandemia da covid-19, Forster que começou a tocar jovem nas ruas de Santos, na adolescência, quando tinha 15 anos, e percorreu diferentes espaços de arte do País, como a Sala São Paulo, voltou a tirar das calçadas santistas a maior parte do próprio sustento. “Não estamos enfrentando um momento fácil para a cultura. Quando eu era mais novo, todo mundo achava bonitinho eu tocar na rua e agora, mais velho, muita gente olha com expressão de dó. Mas não é isso, é o meu trabalho”. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Escolha profissional que o fez ser membro da Orquestra Municipal do Guarujá, referência na cidade e se mantém ativa, sem apresentações presenciais, por meio de lives em redes sociais. Com um instrumento que se assemelha ao som e aparência de um violino, a viola de arco, ele tem um compromisso diário consigo e com quem “entra e sai” da barquinha da Ponta da Praia – ganhar dinheiro e, em troca, levar suas reflexões e vivências artísticas. “Eu acho que todo trabalho artístico é extremamente relevante, quero mostrar que não precisamos entender como arte só o que está nos grandes palcos, o artista é desde a pessoa que está trabalhando sozinho na rua até quem está dentro de um estúdio produzindo músicas para uma grande empresa”. Ideia que ele também tenta transmitir por outros locais por onde passa, além do Ferry Boat, Caio também costuma tocar nas feiras livres da cidade, como forma de complementar a renda atual. Mas, não só isso, além de aumentar os ganhos financeiros em tempos de crise, o artista conta que encontra na música uma forma de estar no mundo, de encontrar a própria liberdade e levar leveza para o cotidiano da população, em meio a tantos acontecimentos trágicos causados pela covid-19. Mensagem que é facilmente captada por quem o observa de longe, enquanto toca. “A música tem o poder de mexer com os nossos sentimentos e ter a música em lugares que a gente não espera, como na barquinha, isso inspira e alegra o dia. Nós estamos vivendo uma época com tantas dificuldades, então é muito bom ter esse momento para prestar atenção na música”, comentou o professor de história Luiz Perez.