Evento, que acontece em diversos pontos do Centro, prossegue até terça-feira com ampla programação (Vanessa Rodrigues) O tempo encoberto deste sábado (6) não foi páreo para um aroma saboroso que “tomou” o Centro Histórico de Santos e permanecerá até a próxima terça-feira. Teve início a nona edição do Festival Santos Café, com dezenas de atrações. Qualquer que seja o espaço visitado, a certeza é uma só: o prazer pode ser servido em xícaras. Espalhado por diversas ruas do Centro Histórico, o festival “pulsa” no Museu do Café. Ali, degustações, atrações para o público infantil e até uma “baronesa do café”, devidamente trajada, convida os visitantes para uma experiência especial. Perto dali, no Boulevard da Rua XV de Novembro, o sabor do café é convertido em notas musicais. Do rock do Queen à seresta de Nelson Gonçalves, tudo cabe, ao gosto de várias gerações de visitantes. “É a primeira vez que venho e o clima é muito bom. Estou começando a entender melhor esse mundo, pois nunca tive muita exigência (sobre o tipo de café)”, explica o operador social Fábio Sorensen de Moura Moraes, de 25 anos. Massagem com aroma de café Perto dali, na Casa da Frontaria Azulejada, a Feira de Empreendedorismo Feito em Santos oferece opções de artesanato e gastronomia. Existe até a possibilidade do visitante fazer uma massagem com um creme que contém aroma de café. “O creme é feito com base normal e aí nós colocamos óleos essenciais. Isso vai trazer um bem estar, porque, quando tomamos o café, apenas o cheiro já traz uma sensação de prazer, de relaxamento”, conta Clícia [/TEXTO]de Almeida, responsável pelo espaço. Enquanto isso, os pequenos tiravam fotos com o Barãozinho, mascote do Festival. Baristas Se a pessoa deseja produzir um bom café, a Copa Santista de Baristas, no Rei do Café, é uma aula completa. Apesar do caráter competitivo - os jurados são os exigentes classificadores de café - a intenção é despertar o gosto para o que a bebida representa. “A ideia de fomentar a profissão de barista na Cidade. Levar para o público ‘leigo’, que só faz um cafezinho em casa, até onde os cafés especiais podem chegar”, explica Victor Mauri da Costa, um dos organizadores. Ao todo, 16 candidatos são submetidos a três provas: café coado, espresso e o Latte Art, que é o desenho no leite. “A maioria já é do ramo, não necessariamente trabalha, mas tem os amantes do café”, emenda. Um dos competidores é Graziela Melo Monteiro, que trabalha no comércio cafeeiro. Sair vencedora, segundo ela, não é o objetivo, mas sim aprender outras técnicas e trocar experiências sobre a bebida. “Esse universo é apaixonante. Todo mundo que está no meio, mesmo que não seja barista, tenha vontade de aprender. O nível está bacana, bem acirrado. Todos estão em inspirados. Mas o importante é estar aqui”, acrescenta.