[[legacy_image_319133]] Não é segredo que a Baixada Santista tem inúmeros atrativos turísticos. No entanto, o potencial para divulgar atrações culturais, esportivas ou de aventura precisa ser aprimorado. E isso passa por um bom receptivo, que requer capacitação adequada. Tudo por uma experiência cada vez mais completa para quem visita a região. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Esse é o objetivo da Aceleradora de Receptivo, projeto do Santos Convention & Visitors Bureau em parceria com o Sebrae e a Prefeitura, para aprimorar o trabalho dos empreendedores do setor e auxiliar na captação de turistas. O acordo foi assinado na manhã de quinta-feira (7), durante a sexta edição do Fórum de Turismo e Eventos de Santos, realizada no Bourbon Santos Convention Hotel, no Gonzaga. “O Bureau propôs uma parceria com o Sebrae, para que tenhamos empresas de receptivo fortalecidas. Muitas vezes, a gente tem um microempreendedor sozinho, que não consegue se desenvolver. E a gente precisa disso: temos uma temporada de navios, a maior dos últimos anos, e sente a carência de empresas de receptivos para acolhê-los. A gente sabe que no Rio de Janeiro ou em Gramado (RS), os receptivos são fortalecidos. Vamos lançar a Aceleradora para que as pessoas interessadas possam se aprimorar”, afirma a presidente do Bureau, Vanessa Lombardi. Gerente regional do Sebrae na Baixada Santista, Marco Aurélio Rosas lembra que o acesso aos interessados não se restringirá a Santos. “Turista não vê divisa entre cidades, mas sim, o potencial de experiências que ele pode ter. Vai desde a pessoa que tem a ideia de montar um receptivo e possui, por exemplo, uma van, até os já consolidados”, complementa. Rosas acrescenta que a tecnologia deve ser aliada no aprimoramento. Por isso, a Fundação Parque Tecnológico de Santos também terá papel para o êxito da Aceleradora. “Turismo é experiência. Entretanto, se houver uma organização mínima, os receptivos podem ajudar, A gente organiza e potencializa.” FundamentaisSecretária de Empreendedorismo, Economia Criativa e Turismo de Santos, Selley Storino define o trabalho dos responsáveis pelo receptivo como “fundamental” para propagar as atrações turísticas. “A Aceleradora é uma inovação para trazer preparo para nosso trade. A Cidade já tem suas belezas, produtos turísticos e equipamentos. Mas precisamos de operadores, de empresários, para saber vendê-la. A ideia é trazer capacitação para os empresários, sobre como ter um bom planejamento, um plano de negócios, capacitar recursos humanos”, explica. “O receptivo tem um papel importante, que é a hospitalidade. As pessoas querem se sentir acolhidas”, complementa. O painel A Importância de um Receptivo Atrativo, contou, ainda, com Luciana Farias Leite, da Secretaria de Turismo do Estado. Para ela, Santos tem uma previsão de crescimento cada vez maior. “Há três agências de receptivo. São poucas para o que vem por aí. É preciso se preparar.” Ela lembra que a Cidade está plenamente inserida no mapa turístico do Estado. “Já existe um fluxo muito grande de pessoas que vêm aos finais de semana. Então, há necessidade de criar roteiros diferenciados, pois, quando se fala de turismo, também se inclui cultura, gastronomia, aventura... A partir do momento que se comunica isso, atrai mais interessados. Porém, serviço qualificado é fundamental.” Café e pluralidadeA programação do 6o Fórum de Turismo e Eventos de Santos começou com a explanação da diretora-executiva do Museu do Café, Alessandra Almeida. Para ela, foi a oportunidade de mostrar um importante ponto turístico dentro do Centro Histórico, que contribui para a revitalização daquele espaço. Na parte da tarde, o painel A Pluralidade do Turismo em Santos teve participação de Diego Brígido, da revista Nove - Turismo Gastronômico, Carlos Telecki, diretor de Operações da ParqueTur, Cristina Guedes, presidente da Associação Amigos da Pinacoteca Benedicto Calixto, e mediação da gerente de Projetos e Relações Institucionais do Grupo Tribuna, Arminda Augusto.