[[legacy_image_340235]] Santos é cheio de moradores com histórias inspiradoras. Em cada esquina, é possível ver a força e a garra de moradores, que se empenham em fazer sua história “valer à pena”. Com a jovem Larissa Menezes, de apenas 19 anos, não é diferente. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Ela, que apesar de nova, afirma ter vivido momentos marcantes, fez da dor um impulso para realizar sonhos. Abandonada pela mãe quando ainda era um bebê, ela foi criada pela avó e pelo pai - que tinha problemas de dependência química e já chegou a morar em abrigos. Mas, sua história começou a mudar quando ela tinha 12 anos, ao se envolver com a educação, por meio da escola onde estudava. Por se destacar na escola, professores acreditavam que ela vinha de um lar estruturado. Foi quando ela decidiu se abrir. “Então foram os professores que realmente me deram o primeiro incentivo da vida. Foram as primeiras pessoas na vida que me escutaram, que me acolheram. Os diretores da época também”, lembra. Ainda com 12 anos, para fugir dos problemas que o lar desestruturado causou, ela começou a fazer cursos na escola. “Passava o dia inteiro lá estudando, tendo acolhimento”, diz. Aos 14, a mãe biológica reaparece na vida de Larissa, e elas foram morar juntas. Entretanto, não foi uma boa experiência. Nessa época, ela começou a trabalhar. “Comecei em buffet, com shows e eventos, como monitora infantil e também promotora”. Ela não morou muito tempo com a mãe que, novamente, foi embora. Agora, a vida dela era sozinha e, para conseguir se sustentar, precisou largar a escola. Ainda adolescente, com 15 anos, começou a morar sozinha. “No meu aniversário de 16 anos, eu já tinha um dinheiro guardado e consegui pagar a minha emancipação”, conta. MudançaE depois de tantos anos trabalhando para outras empresas, ela decidiu abrir a própria empresa de recreação, a fim de levar alegria às crianças e curar feridas que o abandono e o abuso infantil deixaram nela. “A infância que eu perdi, as brincadeiras que eu nunca pude brincar, as festas que eu nunca pude ir… É tudo que eu dou para essas crianças”. Aos 19 anos, ela já tem a própria empresa e funcionários que se dedicam à recreação infantil. “Tanto eu quanto a minha equipe, todos nós somos muito carinhosos. Ver esse carinho com as crianças é algo que me conforta, porque é algo que eu nunca tive. Eu nunca tive esse carinho, ainda mais com pessoas desconhecidas. E é algo que a gente leva, que as crianças fazem em aula, em evento, em loja”, explica. Hoje ela não mantém contato com a família e conta a história para as pessoas a fim de inspirá-las a nunca desistir. “Acho que a minha fé em Deus me impulsionou a não desistir. Eu sempre imaginei que ele estava preparando algo bom pra mim, independente de qualquer coisa (...) Os propósitos que eu sempre tive, o amor que eu sempre tive, os cursos que eu fiz, a minha profissão…. E aí depois, com o tempo, as amizades que eu fui criando, as pessoas que eu fui encontrando ao longo do tempo”, tudo isso fez com que Larissa pudesse recomeçar e ressignificar a sua vida.