[[legacy_image_64417]] Em uma quinta-feira (25) de recordes negativos em relação a pandemia da Covid-19, o prefeito de Santos e presidente do Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista (Condesb) Rogério Santos (PSDB), apelou para a população sobre a situação gravíssima em Santos e em toda a região, afirmando que 'estamos perdendo a guerra'. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Somente nesta quinta-feira, Santos teve um aumento de 31 pessoas que deram entrada em leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), elevando a taxa de ocupação para 90%, sendo 83% no SUS e 97% na rede particular. "A média em nossa cidade era de 12 pessoas internadas em UTI por dia. A situação está piorando e muito. Estamos trabalhando, todos nós, em busca de locais, de equipes de saúde, de oxigênio, medicamentos... A cada minuto é uma guerra para abrir leitos de UTI. E estamos perdendo essa guerra", declarou Rogério, durante um pronunciamento publicado em seu perfil nas redes sociais. A Baixada Santista contabilizou 38 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, um novo recorde de óbitos no período. Ao todo, 3.654 pessoas perderam a vida em decorrência do vírus e 110.833 casos já foram confirmados. Em pronunciamento, Rogério Santos chamou a atenção para pessoas que ainda se negam a acreditar nos números da pandemia e na grave situação do sistema de saúde. "Uma atividade que está a todo o vapor são os cemitérios. As pessoas estão morrendo. Será que é preciso colocar caixões na ruas, ou contratar contêineres de refrigeração para empilhar corpos como foi feito no mundo e, também, no nosso país. Quantas pessoas mais precisam morrer para que as pessoas vejam que estamos perdendo essa guerra pra Covid", afirmou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Rogério Santos (@rogeriosantos.stos) "Preciso de todos como aliados, para que a gente consiga encarar essa verdadeira guerra. No momento, as pessoas não estão morrendo nas ruas, o campo de batalha é dentro das UTIs, das enfermarias. O inimigo invisível está na rua, mas o campo de batalha está nos hospitais. Por isso muita gente acha que tudo isso não é uma verdade, são pessoas que propagam contra a ciência e com um monte de informações que não são verdadeiras. Não vamos desistir, toda vida é muito importante", disse. O prefeito santista e presidente do Condesb citou as pessoas que seguem a desrespeitar os decretos no período de lockdown na região, que seguirá até 4 de abril. Ele encerrou o pronunciamento reiterando a gravidade dos hospitais e todo o sistema de saúde. "Estamos chegando em um momento que todo nosso trabalho irá por água abaixo se eu não tiver a ajuda de todos. Por favor, entendam, o momento é gravíssimo".