[[legacy_image_237483]] Se o domingo é o dia clássico do futebol, onde acontecem os principais jogos, nada mais justo que seja também uma oportunidade para celebrar Pelé no museu que conta a sua história, no Valongo, em Santos. A cena se repetiu no sábado (7), com pouco mais de 2 mil visitantes, segundo a Prefeitura. Os números deste domingo não haviam sido divulgados até a publicação desta matéria. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Na semana em que o Brasil - Santos, em especial - parou para se despedir do maior jogador de todos os tempos, poder olhar os objetos, ouvir as histórias, assistir aos gols e se encantar com os troféus do Atleta do Século 20 foi um programa que movimentou o Centro Histórico. “Nunca tinha vindo. Quero ver um pouco da história dele, da carreira, os feitos, e ainda aproveitar o tempo com a família”, conta o gestor de projetos Felipe Raffaini, de 30 anos, que mora na Capital. “Não estivemos no velório, a gente vem pouco ao Litoral. Essa é uma oportunidade que a gente tem para conhecer toda essa história”, complementa o pai, José Inácio. A cada andar do Museu Pelé, que conta, por meio de painéis, fotos e vídeos, a trajetória do Rei em suas quatro Copas do Mundo disputadas, é fácil encontrar pessoas admiradas com os feitos do homem que anotou 1.282 gols e conquistou três mundiais com a seleção e dois com o Santos Futebol Clube. As camisas do Peixe eram maioria, mas o domingo no Museu também comportava palmeirenses, são-paulinos e corintianos - para ficar nos rivais paulistas. Hermanos E o que falar de um argentino devotando respeito à carreira de Pelé? “Chegamos dia 27 de dezembro a Santos, para passar o Ano-Novo. Fomos (à Vila Belmiro para o velório), mas não conseguimos entrar, porque havia muita gente”, conta o operário Alejandro Javier, de Córdoba, que estava com o sogro no museu. A competição entre brasileiros e argentinos não deixou o visitante alheio à magnitude de Pelé. “É muito lindo ver o que ele foi como jogador. E o reconhecimento o fará sempre presente, como futebolista”, raciocina Javier. Abençoado A freira Irmã Miriam Vaz Pinto Coelho, de Guarujá, acompanhava familiares na visita ao Museu Pelé. A religiosa fala com carinho do Rei do Futebol e até “cutuca” torcedores adversários. “Falo para as pessoas que Santos representa a nossa terra. E peço que pensem direitinho sobre o time”, brinca. Do mesmo estado natal de Pelé, o mineiro Antonio Nilson, de 80 anos, também relatou boas lembranças do maior jogador de todos os tempos, ativadas por fotos e vídeos no Museu. “Lembro de uma partida contra o Cruzeiro, no Mineirão, onde ele jogou demais”, descreve, rasgando elogios a um jogador classificado como “inigualável em tudo”. “O Pelé era uma pessoa superdotada fisicamente e muito dedicado, que treinava muito. Era um ponto fora da curva”, acrescenta. Quem há de discordar de quem é eterno? Fechado O Museu Pelé funcionará nesta segunda-feira (9), mas fechará na terça-feira (10) para manutenção periódica. O equipamento, no Largo Marquês de Monte Alegre, 1, fica aberto das 10 às 17h30 e tem entrada gratuita. Roteiro temático tem primeiro passeio Percorrer pontos da Cidade ligados ao Rei Pelé. Esse era o objetivo de um grupo que realizou ontem o primeiro passeio “Rei do Futebol em Santos”, que passou, entre outros pontos, pelo Memorial das Conquistas, CT Rei Pelé, a porta do cemitério Memorial Necrópole Ecumênica, onde Pelé foi sepultado, e, claro, o museu que leva o nome do craque. “Nem todas as pessoas são santistas, Mas, hoje, todos reconhecem a importância do Pelé. Parece que estão descobrindo muitas histórias, e vai ser sempre importante falar sobre ele, Porque projetou Santos e o Brasil perante o mundo, elevando o patamar do futebol como o esporte mais popular do planeta”, conta o organizador, Diogo Dias Fernandes Lopes, que é diretor da empresa Parceiros do Turismo. Segundo ele, o grupo que participou do passeio de ontem tinha 18 pessoas. Mas já existe procura para os próximos três sábados (dias 14, 21 e 28 de janeiro) em que o passeio será realizado. “ Vamos avaliar se precisará de alguns ajustes. A ideia é que seja algo permanente. Queremos fazer algo à altura dele”, complementa. COMOÇÃO E VENDAS O bom movimento no Museu Pelé no primeiro final de semana de 2023 também traz como reflexo nas vendas dos comércios instalados no espaço. Na lanchonete, por exemplo, o aumento nas vendas chega a 70%, conforme revela, reservadamente, uma funcionária. Já na loja que vende camisas do Santos, da seleção e outros itens alusivos ao Rei Pelé, o acréscimo é de 40%, quando comparado com o mesmo período do ano passado. “O movimento aumentou muito. Juntou a temporada normal de férias em janeiro, a chegada dos navios e a morte dele. A gente sente uma comoção muito grande por parte de todos”, relata Marta Blaya Maggi, que administra a loja ao lado do marido. Ela conta que vê muitas pessoas interessadas em saber mais detalhes sobre o maior jogador de todos os tempos e que também ajuda com informações. “Há pessoas que nunca vieram, mas querem se sentir um pouco mais perto dele”.