[[legacy_image_290553]] As chamas no apartamento do BNH, atingido por um incêndio na última quinta-feira (17), já cessaram. No entanto, os efeitos do acidente estão latentes - na pele de quem morava no local e na necessidade de amparo. São sete pessoas à espera de um melhor destino. “Neste momento, qualquer ajuda é válida. Mas a prioridade é de fraldas, latas de leite e coisas para as crianças. Muita coisa foi consumida pelo fogo”, explica a comerciante Joyce Caetano Chaves do Nascimento. Moradora do Catiapoã, em São Vicente, ela abriga, ao lado do marido, os parentes desabrigados. Estão lá a sogra, a aposentada Cleia Caetano Chaves, além de três filhos e três netos dela. Joycerelata o que aconteceu no dia do incêndio, provocado pela explosão de uma espiriteira (espécie de lamparina que usa álcool como combustível). “Eles estavam sem gás e cozinhando numa espiriteira. Os filhos iam se juntar para comprar um botijão, mas ainda não havia sido possível. Quando minha sogra foi fazer a comida, por volta das 21 horas, o negócio explodiu em cima dela. Pegou fogo na casa. Não sei se, na hora do desespero, ela jogou para a sala”, relata Joyce. Segundo ela, a sogra teve as duas mãos queimadas, em meio à tentativa frustrada de apagar fogo. Já a cunhada, ao tentar socorrer os filhos (de 1, 3 e 5 anos), teve queimaduras no ombro e nas pernas. Mesmo sem maior gravidade, o trauma ficou para dona Cleia, uma mente já abalada pelos dissabores da vida. [[legacy_image_290554]] “Minha sogra passa por dificuldades financeiras há algum tempo, desde que o esposo faleceu há 10 anos, e ela ficou com a filha, à época com sete anos. Desde então, ela passou a ter alguns distúrbios, como o acúmulo de coisas em casa”, descreve a comerciante. Grande família, enormes dificuldades O apartamento afetado é do chamado Plano 1, com apenas um quarto. E, ao todo, moravam sete pessoas no local. Pois os problemas econômicos se agravaram, quando o desemprego bateu à porta da família. O filho passou a atuar como motoboy no comércio de Joyce, mas, com a moto no conserto, o ganha-pão ficou inviabilizado. A esposa também foi demitida. Ambos sustentavam a família. Como se não bastasse, eles têm que lidar com pessoas tentando se aproveitar da tragédia familiar. “Vejo vídeos de pessoas tentando se promover, vereadores até”, reclama. Menos mal que a premonição da comerciante, de que haveria algo ruim em breve, não resultou em mortes. “Tive um pressentimento um dia desses, antes de dormir e comentei com meu esposo. Parecia um aviso, e pedi muito a Deus que os protegesse. Acho que foi minha fé, minhas orações que impediram que algo mais grave acontecesse. Porque, o material, a gente recupera”, frisa. Como ajudarQuem puder ajudar a família Chaves, pode fazer uma doação em dinheiro via Pix, utilizando a chave (CPF) 219.035.668-78. Ou fazendo a entrega da doação pessoalmente, na Rua Almirante Ernesto de Melo Junior, 227/porta 7 ap. 214. Outras informações podem ser obtidas pelo telefone (13) 99643-9052.