[[legacy_image_285269]] A redação que fazia parte do concurso público da Prefeitura de Santos para o cargo de oficial administrativo foi anulada. A decisão veio após reunião realizada nesta segunda-feira (31) entre a Administração Municipal e o Instituto Mais, que aplicou a prova no domingo. O motivo é que a redação não teve seu enunciado descrito no caderno de questões. Já a prova objetiva, de múltipla escolha, segue válida. O texto seria escrito pelos pouco mais de 18 mil postulantes a 50 vagas. A falha técnica deixou os candidatos apreensivos, em meio à espera por uma decisão. Posteriormente, fiscais de prova escreveram nas lousas das salas dos cinco locais de prova espalhados pela Cidade o tema da redação. No entanto, o imbróglio já estava formado. “Eles (Instituto Mais) já estão encaminhando os esclarecimentos de forma oficial e vamos penalizá-los na forma do contrato. Foi um erro de impressão que não poderia ser verificado anteriormente, porque a prova corre em sigilo, até mesmo para a própria equipe do Instituto Mais. Nós identificamos isso no início da prova e já tomamos as providências. Vamos anular a questão referente à redação para todos os candidatos”, explica o secretário de Gestão e Finanças de Santos, Adriano Leocadio. “Ninguém vai ser prejudicado”. Segundo ele, desde o princípio, de acordo com o edital do concurso, o critério para habilitação do candidato residia nas questões de múltipla escolha. “Foi uma falha considerável. Existe uma certificação de segurança para o concurso, que não tem conferência da impressão. Ela sai de uma impressora direto para o empacotamento. Então, ninguém pode abrir a prova antes. Houve, de fato, um erro técnico do Instituto Mais, que é responsável pela aplicação da prova e da própria impressão. Apenas a banca examinadora sabe o conteúdo da prova”, acrescenta. Dentro da leiEm nota enviada no domingo, a Prefeitura de Santos dizia que “constatada a falta do tema da redação nas provas entregues, a solução imediata foi a transcrição do tema nas lousas, antes da primeira hora da prova; portanto, sem que nenhum candidato houvesse realizado a entrega da prova”. Leocadio admite que foi considerada a anulação total do exame, mas a ideia foi prontamente descartada pela logística empregada e a possibilidade de que um número grande de candidatos não pudesse comparecer para a nova prova. “A gente tomaria essa decisão se a prova toda tivesse sido comprometida. Como não ocorreu, a gente conseguiu salvar e garantir com que o processo seja feito dentro da lei”, resume. SoluçãoUma das preocupações manifestadas pelos candidatos que concorrem às vagas de oficial administrativo era de que, caso optassem por não fazer a redação, pelo fato de o tema não constar do caderno de perguntas, era a de ser eliminado. Também houve, segundo apurado pela Reportagem, quem reclamasse do tamanho da letra usada na lousa para descrever o enunciado da redação, o que dificultaria a leitura de alguns concurseiros. Segundo a Prefeitura, como resposta, foi solicitado que ao fiscal que apagasse e refizesse com letra maior. “Nenhum candidato vai ser prejudicado por conta da anulação. Na habilitação do candidato, nem na sua classificação e nem na homologação do concurso. Então isso não vai interferir em nada. Está prevista no edital a possibilidade de anular uma questão. É muito comum a gente anular alguma questão quando há alguma divergência”, pontua Leocadio. O gabarito das provas será publicado ainda nesta terça-feira, no site da prefeitura.