[[legacy_image_253646]] Má qualidade, atrasos e transtornos. Esses são os problemas enfrentados durante as obras de ampliação do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) em Santos, segundo o prefeito Rogerio Santos (PSDB). O chefe do Executivo Municipal afirma ter exigido uma reunião com os responsáveis pelo VLT na próxima sexta-feira (14), às 9 horas, na Prefeitura, para dar um ponto final a este drama. Participarão do encontro, segundo ele, a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo (EMTU), a Secretaria Estadual dos Transportes Metropolitanos e a empresa responsável pela implantação do projeto. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Em entrevista para A Tribuna, Rogério conta que as reuniões sobre a obra são mensais e, por muitas vezes, quinzenais. Nestes encontros, são debatidas as problemáticas e melhorias da obra. “Na última, há quinze dias, deixei bem claro que, do jeito que está, não vai ficar”. “A obra começou com uma qualidade muito difícil e melhorou, mas os atrasos estão inadmissíveis. Eu exigi um cronograma definitivo do prazo das etapas e até sexta-feira (17). Então esperemos que a empresa responsável pela obra nos entregue um compromisso com um prazo definitivo”, diz. O pedido por melhorias na obra foi divulgado pelo prefeito também em suas redes sociais na segunda-feira (13). “A fiscalização da obra fica à cargo do Estado de São Paulo, que é o contratante, mas a Prefeitura contribui fiscalizando. A gente já vem fazendo reuniões com o Governo Estadual e agora queremos um retorno definitivo”, explica. De acordo com Rogério Santos, a reunião tem como objetivo a entrega de um documento final com a revisão do cronograma com prazos factíveis e de maneira rápida. As obras de ampliação do meio de locomoção começaram em setembro de 2020. A previsão inicial da conclusão da primeira etapa era para setembro de 2022 e a expectativa de conclusão era para o final deste ano. “Estamos praticamente na data limite e não foi entregue. Também o que a gente vê é uma evolução ainda tímida da obra”. Segundo o prefeito, a Prefeitura modificou a lei que permite a construção em vias públicas, passando das 18 para 20 horas o horário máximo pra obras, justamente para dar agilidade. "Então tudo que pudemos e podemos fazer, está sendo feito, mas a empresa não está cumprindo com seus prazos”, afirma o prefeito. O encontro serve para pôr fim a um drama que envolve não só a população que aguarda ansiosamente pelo veículo alternativo de transporte, mas também para ajudar os moradores, comerciantes e prestadores de serviço da Cidade, que são diretamente afetados pela demora na obra. “É algo que está atrapalhando muito o dia a dia da Cidade, principalmente o comércio e os prestadores de serviço do Centro. O VLT é um investimento extremamente importante e não temos dúvidas que a valorização por onde ele vai passar será imensa, porém esse prejuízo que os comerciantes estão tendo pelo atraso das obras, não dá para recuperar e esperar”, relata. A a fase do VLT em implantação contemplará a região da Avenida Conselheiro Nébias até o Valongo. É parte importante do planejamento para a revitalização e valorização da região central. “Tudo que a Prefeitura consegue apoiar, em termos de aberturas de frentes, está sendo feito. Porém, há muitos erros de execução que já foram notificados oficialmente pela Administração Municipal para a EMTU, explicando o que está acontecendo. O Governo do Estado sempre foi parceiro, do anterior até o atual, e conversei com os secretários e eles vêm participando ativamente”, conclui. De acordo com a EMTU, o percentual de obras concluídas no trecho Conselheiro Nébias-Valongo é de 34,6%, valor que corresponde a um terço do total em quase três anos de trabalhos. A Tribuna questionou a EMTU sobre os pontos levantados nesta matéria, porém a empresa informou apenas que está repactuando o prazo para conclusão dos serviços juntamente com a construtora.