[[legacy_image_202617]] Além da dor de perder um sobrinho vítima de um incêndio, Marcos Roberto de Souza teve que enfrentar um martírio que durou 20 dias para a liberação do corpo de Anderson Souza da Silva, que tinha 42 anos. O corpo estava no Instituto Médico-Legal (IML) de Praia Grande desde o dia da morte, em 6 de agosto. Anderson foi vítima de um incêndio na casa dele, no Morro São Bento, em Santos. Desde então, a família tentava fazer o velório e o sepultamento, mas não tinha sucesso. "Só vamos dar enterro digno ao meu sobrinho neste sábado (27)". Segundo os familiares da vítima, a demora ocorreu porque o IML não conseguia colher as digitais de Anderson para a liberação e precisava realizar um exame minucioso que demoraria até 20 dias para a liberação. Os familiares ainda foram informados que, se o exame não desse certo, teriam que colher o DNA da vítima, procedimento que demora, em média, quatro meses. Os parentes já reconheceram o corpo de Anderson e afirmaram que é um 'absurdo fazer a família esperar tanto'. Questionada sobre a demora, a Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) disse, em nota, que "apesar da complexidade para identificação legal do corpo, devido ao estado avançado de carbonização, todos os procedimentos necessários foram realizados pelo IML da Praia Grande. A vítima foi identificada e o corpo liberado aos familiares".