Ambulatório Médico de Especialidades é ao qual pode recorrer quem depende de remédios de alto custo (Vanessa Rodrigues/ AT) O Ambulatório Médico de Especialidades (AME) de Santos voltou a receber críticas por longa espera nas filas e falta de insumos. O dermatologista Renato Sau Rios, de 65 anos, morador do Embaré, reclamou da falta de comunicação com os pacientes. “Se o medicamento falta, eles deveriam avisar, porque eles têm canais para isso”, afirma. Clique aqui para seguir o canal de A Tribuna no WhatsApp! Na quinta-feira (26), em data agendada, o médico foi ao AME retirar infliximabe, que toma há oito anos para tratar colite, uma doença inflamatória intestinal. Após longa espera, ouviu que o medicamento estava em falta e sem previsão de reposição. “Foi esse medicamento que salvou minha vida e está me mantendo vivo até hoje”, relata o dermatologista, que não pode tomar remédios similares. Nesta sexta-feira (27), após ele se queixar em canais do Governo do Estado e A Tribuna acionar a Secretaria Estadual e o Ministério da Saúde, o médico recebeu, por WhatsApp, a notícia de que seu medicamento já estava disponível. Rios relata, enquanto médico, que lamenta quando seus pacientes também não conseguem obter remédios de alto custo no AME ou em outras unidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “Ele (o paciente) volta até mim para reclamar. (...) Eu também fico de mãos atadas”, conta. Resposta O Ministério da Saúde, fornecedor de remédios de alto custo ao AME, informou que as últimas remessas de infliximabe foram enviadas à Secretaria Estadual em 12 de novembro e 16 de dezembro, “garantindo o atendimento à população”. A secretaria declarou ontem que o medicamento já estava disponível para a retirada e que Rios havia sido informado.