[[legacy_image_50242]] A pandemia do coronavírus gerou consequências que impactaram diretamente no comércio mundial e, evidentemente, os vendedores ambulantes também sentiram seus reflexos. Com esse cenário, além do ‘alerta’ para a possibilidade de uma “terceira onda” de contaminação na Baixada Santista, a equipe de A Tribuna foi até o Centro de Santos e entrevistou profissionais que dependem diretamente de suas barracas para garantir o sustento de suas famílias. Nos relatos, a predominância é do sentimento de insegurança pela crise sanitária e econômica. Confira na videorreportagem abaixo. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! [[legacy_youtube_jYOcXE_r_Wg]] O comerciante Gerson José de Jesus Junior, de 44 anos, é comerciante no Centro há quatro anos. Ele comentou sobre as diferenças do cenário após o início da pandemia. “Já estava ruim, mas ficou péssimo de lá pra cá. Ficamos parados por cinco meses na ‘primeira onda’, quando algumas pessoas precisaram até pedir cestas básicas”, lembra o ambulante. “Está ruim para todas as categorias, estamos lutando para sobreviver e ainda ‘trazem’ um monte de contas e impostos. Vamos ver até onde conseguimos aguentar. Precisamos esperar e ter fé”. [[legacy_image_50243]] O comerciante afirmou também que as cestas básicas foram doadas pela Prefeitura de Santos, mas que, segundo ele, não foram o suficiente. Por sua vez, a comerciante Andrea de Souza Nogueira, de 49 anos, fez um desabafo e afirmou que tinha seis barracas no Centro da cidade antes da pandemia, mas que conta com apenas duas delas hoje em dia. “O comércio [em geral] abriu [na retomada], mas nós não, fomos um dos últimos”, lembra. “Não sei o que vai acontecer [no futuro]. Estamos preocupados com a possibilidade de um novo fechamento. Só podemos rezar”. Jucielmo de Oliveira, de 48 anos, disse que o momento não é fácil. “Estamos com as contas atrasadas, não tivemos ajuda alguma. Espero que não feche mais, pois precisamos pagá-las”, explica. “O movimento caiu muito, a cidade está vazia. Estamos ‘levando’, devagarzinho, já que só temos isso mesmo [como fonte de renda]”. Hoje comerciante, Antônio Fernando Parisi, de 61 anos, entrou para o ramo após ficar desempregado, fato que aconteceu em setembro do ano passado. O ‘recém-chegado’ no meio contou um pouco de sua história. “A falta de dinheiro e o desemprego para pessoas como eu, que vieram trabalhar em ‘barraquinhas’, impactou muito”, diz. “Trabalhamos para pagar as despesas, mais nada, estamos aqui ‘trocando figurinha’”. [[legacy_image_50244]] Por fim, Caio Vinicius Fontes, de 22 anos, lembra do período mais conturbado, mas confia em uma melhora para os negócios no futuro. “Infelizmente, no decorrer da pandemia, o Centro ficou mais parado, deu uma ‘diminuída’ no movimento e as contas ficaram atrasadas. Vamos prosperar agora, com fé em Deus, [acreditando] no retorno ao normal aos poucos”, finaliza. A reportagem de A Tribuna procurou a Prefeitura de Santos para uma resposta sobre os questionamentos feitos pelos vendedores ambulantes que foram relatados nesta videorreportagem. Confira, abaixo, a resposta na íntegra: Desde o início da pandemia, a Prefeitura implementa ações e programas para minimizar os impactos causados pela necessidade das medidas restritivas em atividades econômicas, entre elas o comércio ambulante. No ano passado, o Município ofertou auxílio-emergencial de duas parcelas de R\$ 1 mil para os ambulantes de praia. Além disso, distribuiu cestas básicas para esses e outros trabalhadores prejudicados pelas medidas restritivas adotadas na Cidade. Também houve parcelamento de dívidas de impostos e taxas municipais, e adiamento dedos prazos para pagamentos de tributos. Neste ano, para amenizar o impacto da crise econômica causada pela COVID-19 ao setor produtivo, a Prefeitura obteve a aprovação, pela Câmara Municipal, de um projeto que inclui várias medidas, como isenção e remissão de tributos referentes a 2021 para empresas em geral, inclusive as micro e pequenas, e também para profissionais autônomos de 115 atividades econômicas – entre elas, o comércio ambulante. Mais informações dos benefícios estão disponíveis no site da Prefeitura. Outra medida que beneficia os ambulantes é o Capacita Santos - Projeto de Qualificação profissional Capacita Santos, de caráter social e educativo, implementado pela Secretaria de Empreendedorismo, Economia Criativa e Turismo (Seectur), visando proporcionar qualificação profissional e aperfeiçoamento no empreendedorismo no Município de Santos. Os beneficiários que participam dos cursos recebem bolsa-auxílio de R\$ 300,00. As informações de como participar estão também disponíveis no site da Prefeitura.