Segundo a Prefeitura, trabalho de fiscalização em Santos ocorre, principalmente, na faixa de areia e na orla (Alexsander Ferraz/AT) O uso de crachás falsos por ambulantes irregulares entrou no radar da Prefeitura de Santos. Fiscais da Coordenadoria de Fiscalização de Posturas apreenderam um documento adulterado usado por um vendedor de milho na Pompeia, na terça-feira. Foi o primeiro caso de falsificação identificado no ano. Ele fugiu antes de a fiscalização terminar. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! A Prefeitura afirmou ter reforçado a fiscalização depois do incidente. O trabalho ocorre, principalmente, na faixa de areia e na orla. Aos finais de semana, há apoio da Guarda Civil Municipal (GCM). Segundo o Município, o avanço de ferramentas de edição de imagem e inteligência artificial tem facilitado fraudes cada vez mais sofisticadas, que exigem mais atenção de fiscais e consumidores. A chefe da coordenadoria, Sandra Santana, alerta que produtos vendidos sem fiscalização adequada podem representar riscos à saúde da população. Por isso, de acordo com ela, a fiscalização representa segurança a consumidores e ambulantes regularizados. Como saber Para verificar se um ambulante está regularizado, moradores e turistas devem observar detalhes do crachá. Os documentos oficiais têm foto nítida, carimbos e assinaturas legíveis e plastificação totalmente selada. Qualquer abertura, remendo ou sinal de violação pode indicar fraude. Suspeitas de irregularidades podem ser denunciadas pelos telefones 162 e (13) 3213-7348, de segunda a sexta-feira, das 7 horas às 18h30; pelo portal da Ouvidoria (santos.sp.gov.br/ouvidoria) ou no Paço Municipal (Praça Mauá, s/nº, no Centro). Em situações de flagrante, a GCM (153) e a Polícia Militar (190) também podem ser acionadas. Pode dar cadeia A falsificação de crachá de permissão municipal é considerada crime de falsificação de documento público, com pena de dois a seis anos de reclusão, e multa. A regularização dos ambulantes ocorre apenas por meio de editais públicos para concessão de licenças. O processo exige documentação, respeito a critérios socioeconômicos e cursos obrigatórios, como o de Boas Práticas de Manipulação de Alimentos.