Quatro alunos de Santos conquistaram medalha de bronze na etapa internacional da Olimpíada Matemática Sem Fronteiras, realizada em Salon-de-Provence, no sul da França. A escola que frequentam foi a única da Baixada Santista entre as 25 delegações brasileiras classificadas para a competição, que marcou a primeira participação do Brasil na final mundial do torneio. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Entre os destaques da delegação santista, representada por 11 estudantes da escola Maple Bear Santos, os alunos Arthur Ignacio, Laís Danelon, Giulia Cordeiro e Vittorio D’Ascola conquistaram o terceiro lugar, na quarta-feira. Eles alcançaram esse desempenho em uma prova colaborativa, dissertativa e voltada para a resolução criativa de problemas matemáticos. Laís, de 15 anos, conta que o grupo já havia feito esse estilo de prova anteriormente e, por isso, tinham uma noção da dinâmica. “Estávamos bastante preparados”, disse. Longo prazo A classificação internacional veio após o desempenho da escola na etapa nacional do ano passado, quando conquistou 95 premiações e alcançou o status de escola ouro. Segundo a professora Ariel Nascimento Santos, de 31 anos, coordenadora de Matemática e do High School da escola, o resultado é fruto de um projeto iniciado em 2021, quando a instituição passou a investir de forma estruturada em olimpíadas acadêmicas. “Hoje temos um departamento olímpico completo, responsável por inscrições, treinamentos, logística e acompanhamento dos alunos”, explica ela. Em cinco anos, a escola saiu de uma participação experimental para mais de 150 estudantes participando em mais de 15 olimpíadas. Somente neste ano, a instituição soma 230 medalhas em competições de matemática. Trocas culturais Além de fazer provas, os estudantes participaram de atividades culturais e acadêmicas. Um dos projetos apresentados relacionou obras hidráulicas do engenheiro francês Adam de Craponne aos canais de Santos, projetados pelo engenheiro Saturnino de Brito. “Apresentamos um pouco da nossa cultura, dos nossos costumes, e conseguimos dar (destaque para) o nome da nossa escola, de nossa Cidade e nosso País. Foi muito legal e prazeroso”, afirmou Giulia, de 15 anos.