[[legacy_image_241849]] Enaltecer a tradição do Carnaval santista está longe de ser um clichê ou um elogio gratuito. O evento é promovido desde o século 19, quando o povo organizava festas nas ruas, enquanto os membros das classes mais abastadas frequentavam os bailes de máscaras realizados no Largo do Chafariz – a atual Praça Mauá. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O primeiro Carnaval santista do qual há um registro data de 14 de fevereiro de 1858, um domingo, no mesmo Largo do Chafariz. Desde então, os mais diversos grupos desfilaram pelas ruas da Cidade e, a partir da segunda década do século 20, o evento passou a ganhar força. Nos anos 20, havia blocos de choro e cordões de baianas. Até que em 1922, no domingo que antecedia o Carnaval, os integrantes do Bloco Pé no Fundo, do Clube Internacional de Regatas, entraram no mar santista vestindo fantasias de papel. Dois dias antes, durante o desfile do Clube de Regatas Saldanha da Gama, os participantes já tinham mergulhado em frente à sede da agremiação. Nos anos seguintes, o pessoal do Saldanha repetiu o desfile até que, em 1926, a brincadeira passou a ser chamada de Dona Dorotéia, Vamos Furar Aquela Onda? Começava ali uma festa que faria história no Município. Nas décadas seguintes, o desfile contou com centenas de homens trajando roupas femininas e o evento era encerrado com o mergulho da Dona Dorotéia, do noivo e da noiva do trampolim que ficava em frente à sede do clube, na Ponta da Praia. Nos anos 50, houve a transferência para o Gonzaga. Tornou-se algo tão grande que chegou a reunir mais de 20 blocos. Com o passar dos anos, porém, uma série de fatores deixou a festa inviável. A última edição foi em 1997. [[legacy_image_241850]]