[[legacy_image_243807]] Quatro álbuns antigos, com fotos raras e quase centenárias, pertencentes ao acervo de A Tribuna, foram restaurados e em breve serão digitalizados para compor o banco de imagens que o jornal vem inserindo no universo digital. O trabalho de higienização, restauro e recomposição foi feito por meio de uma parceria com a Fundação Arquivo e Memória de Santos (Fams), que agora também conta com essas imagens em seu banco de fotos. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Os álbuns integram o acervo de A Tribuna, que em 26 de março completa 129 anos, mas nem todas as imagens foram feitas por fotógrafos do jornal. Um dos álbuns, por exemplo, é de fotos dos soldados que lutaram na Revolução Constitucionalista de 1932, e têm como cenários as trincheiras de combate, tanques, acampamentos e equipamentos. “Naquela época, era comum os soldados enviarem as fotos para as redações dos jornais, para mostrar que estavam em campo lutando pelo Estado. Em geral, a família também ficava orgulhosa de ver a imagem reproduzida no jornal”, explica o jornalista e estudioso da história santista Sergio Willians, colaborador de A Tribuna com sua página Era uma Vez... Santos, publicada quinzenalmente. Envolvido com a história da Cidade, foi dele a ideia de restaurar os álbuns para posterior digitalização. Nos demais álbuns, há muitas imagens inéditas, curiosas e pitorescas da Cidade, lugares que foram sendo transformados ao longo das décadas. Todo o acervo de fotos analógicas de A Tribuna vem sendo digitalizado e inserido em banco de dados, uma forma de perenizá-las e mantê-las disponíveis para uso mais fácil nas plataformas do Grupo Tribuna. As fotos dos álbuns também entrarão nesse processo. Restauro O trabalho de restauração foi feito pelo Setor de Acervo Iconográfico da Fams. Wânia Seixas, diretora técnica da instituição, explica que esse é um processo delicado e técnico, que exige pesquisa histórica e materiais específicos. Para as fotos, o processo foi conduzido pelos restauradores Marcelo Mathias, Maria Lucia Espinar e Lilliam Tavares. As capas foram restauradas por Adélia Alcover. “Dependendo do material original das capas, usamos técnicas e materiais diferentes. Alguns, como os de A Tribuna, são antigos, com capas de couro, por exemplo, que precisam ser reidratadas. É uma relíquia de valor histórico”, afirma Adélia. Wânia esclarece que esse foi um trabalho feito em caráter excepcional, pelo valor histórico que representou, e que a Fams não mantém esse serviço aberto ao público. “Não teríamos condição de fazer isso em larga escala”, diz.