(Alexsander Ferraz/AT) Por que você quer ser prefeito de Santos? Sou do povo. Me tornei um empresário de sucesso e entendi que a vida só faz sentido quando a gente serve o povo. Eu já faço esse trabalho nos meus canais de motivação. E vou poder ajudar as pessoas da minha Cidade. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! A saúde é uma preocupação recorrente. Que pensa a respeito? Está faltando trabalhar com atendimento personalizado. Vou rever todos os contratos das OSs (organizações sociais). E para que a gente possa diminuir as filas, além da contratação dos médicos, nós vamos fazer a medicina digital, no celular, para que o médico atenda essa demanda da saúde antes de as pessoas serem encaminhadas para uma unidade básica. Eu vou fazer também os remédios chegarem por meio do programa da saúde da família. Também desejo trazer um hospital do câncer para Santos. Sobre habitação, o que o senhor pretende fazer, caso eleito? Tem o projeto do Parque Palafitas (no Dique da Vila Gilda e no São Manoel). Nós precisamos melhorar a condição de vida de pessoas que moram nos morros e em situação de risco. A minha proposta é falar com empresas e dar condições, subsídios, para que eles possam instalar fábricas. possibilitando a contratação dessas pessoas. Como vê a educação em Santos e o que você pretende fazer para aprimorá-la ou desenvolvê-la? Nós temos que rever os salários desses professores e aumentar gradativamente. Se o índice das escolas em período integral está em 75%, comigo nós vamos ampliar para 100%. Vamos adicionar aulas de empreendedorismo e educação financeira, além de fomentar o esporte. Sobre mobilidade urbana: quais caminhos pretende seguir? Vamos educar a CET para que seja mais educação e menos multa. Nos ônibus, o cidadão vai saber (antes) se tem lugar vago ou não. O motorista também vai ter esse controle. E vamos adicionar linhas. Soluções pensadas pelo senhor contam com tecnologia e inovação. Como lidará com demandas? Podemos ser a cidade da inteligência artificial. Eu estive em maio em Las Vegas (nos Estados Unidos) e vi muitas câmeras com inteligência artificial, faróis com inteligência artificial. Em seguida, fui para o Chile e também vi semáforos inteligentes. Santos tem um parque tecnológico, e precisamos fazer com que seja exemplo. Convidar empresas de fora para nos ajudar. Vamos colocar a internet gratuita em toda a orla, na Zona Noroeste e nos principais pontos turísticos. Como vai ser o diálogo com outras prefeituras? Como imagina a atuação de Santos no Condesb (Conselho de Desenvolvimento da Baixada Santista)? Não quero ser um prefeito que vai governar só para o meu povo. Eu tenho também que ter sensibilidade e torcer para os meus irmãos de outras regiões. Porque Santos crescendo, com certeza, vai motivar as outras gestões a seguirem esse caminho. O diálogo sempre vai ser o caminho. O que pensa sobre a população de rua e demais demandas sociais? Preciso colocar na pasta social psicólogos, que gostam de verdade de pessoas. Faremos um trabalho de cadastramento, um a um. Se é uma pessoa que está devendo para a Justiça, não cabe à área social intervir em relação a isso. É transversal. É o social, mas com a segurança junto. Temos programas da atual gestão que até pagam a condução desse cidadão para que volte para a terra dele. Como analisa o trabalho da Guarda Civil Municipal (GCM)? O trabalho da GCM me agrada. Achei que foi certeira a nomeação da Raquel Galinatti para secretária da Segurança da Cidade. A atual gestão fez bem em contratá-la, talvez ela tenha vindo aos 42 minutos do segundo tempo. Não acredito que precise aumentar o efetivo da guarda. Nós precisamos treinar esses homens, cuidando da mentalidade dos servidores da GCM, dando condições. Vamos fazer uma segurança pública inteligente, integrar câmeras de monitoramento, drones, tudo à CCO (Central de Controle Operacional). Vamos também monitorar todas as fronteiras, 24 horas por dia. Geração de empregos e relação com o Porto: que pensa? Começamos a revitalização. Temos ali o Parque Valongo e vamos continuar. A gente pode gerar muito mais emprego. Tem muitas empresas de logística que estão a mais de 500 quilômetros de Santos. Será que não teve nenhum gestor com coragem para vender a cidade de Santos, falar para eles: ‘Olha, imagina instalar a sua empresa bem próximo do Porto de Santos’?. Além disso, tenho a ideia de montar um shopping na Zona Noroeste. Sobre meio ambiente e sustentabilidade, que vislumbra? Tenho uma proposta polêmica. Recentemente, pensei: ‘Nossa, já imagino aqui esses canais. Nós poderíamos fazer uma energia eólica aqui’. O canal está parado ali, mas nós podemos fazer algo diferente. Utilizar a estrutura do canal para que a gente possa gerar energia até para os postes da Cidade. Eu sei que todos os canais são tombados, mas imagine se nós pudéssemos fechar parcialmente esses canais. Com um estudo sério, podemos encontrar uma solução. E com relação às finanças do Município e à gestão do funcionalismo público? No ano que vem, nós vamos ter R\$ 5,3 bilhões de orçamento. E nós temos que ter muita responsabilidade com o uso do dinheiro público. Precisamos fazer com que as pessoas de Santos tenham um meio de cobrar o gestor. Também irei diminuir as secretarias para umas 15. Que pensa para incrementar o turismo, seja quanto a equipamentos e a novas iniciativas? Vamos integrar turismo, esporte e cultura. Santos precisa entrar na rota do turismo mundial. Por que Santos ainda não é vendida em Portugal? No aeroporto de Nova Iorque ou quando eu desço em Dubai? Nós estamos pensando no turismo das pessoas que vêm de São Paulo. Nós temos o Museu Pelé. Tem que vender tíquetes nos aeroportos e principais agências de turismo. E com relação à cultura? Vou fazer arenas musicais na praia, arenas culturais com os artistas de Santos. Tem que ser com uns 80% dos artistas da Cidade. Turismo está alinhado à Cultura, porque, a partir do momento dm que eu faço essas atividades na praia, faço com uma programação também conectada com as outras cidades. E com relação ao esporte? Quando eu invisto no esporte, numa cidade que tem esse sol que tem, que tem contato com a natureza, eu já vou prevenir a questão da doença. Daqui saem alguns dos maiores skatistas e surfistas do Brasil e do mundo, por exemplo. Mas juntará as três secretarias? Exato. Esse é um exemplo de uma pasta única, onde cabem turismo, esporte e cultura. É a tríade do bem. E nós vamos fazer uma cidade mais feliz. Quando você caminha em Las Vegas, nas principais ruas, eles têm uma caixa de som com música ambiente. A energia da cidade é outra. Eu tenho certeza que dá para integrar toda a orla da praia. Depois, a gente pode colocar pelos principais pontos da Cidade. Um som ambiente, com decibéis bem baixinhos, não vai interferir no morador do prédio da frente. Eu acho que é usar o bom senso, pegar o que está dando certo em outros países. Eu acho que ainda falta a Santos assumir o papel de protagonista.