[[legacy_youtube_LU3tnj9uUtI]] A pandemia de coronavírus e, mais especificamente, o período de quase “lockdown”, que ocorreu em 2020, acertou em cheio quem trabalha no ramo do turismo e viagens, mas uma tímida retomada dos negócios já é comemorada. A equipe de A Tribuna conversou com as proprietárias de duas agências da cidade de Santos e coletou relatos emocionantes sobre a época. Confira a videorreportagem acima. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! A proprietária do Clube Turismo, localizado no shopping Pátio Iporanga, Zenaide Barreto Soares, revelou que o empreendimento não teve faturamento durante três longos meses do ano passado. “Zeramos em abril, maio e junho”, explica. “As nossas reservas, que não eram grandes, mas, ainda assim, boas, serviram para mantermos as despesas fixas”. Mesmo com as dificuldades, Zenaide explicou que o mês de julho representou, ao menos, uma tentativa de retorno à “normalidade” na agência. “Foi só para contatarmos os clientes, dizendo que já estávamos de volta ao turismo, ainda que com uma carga horária reduzida. Mas as pessoas ainda tinham muitas dúvidas”. [[legacy_image_30921]] Os grupos de risco também alteram os empreendimentos de turismo, uma vez que a circulação de pessoas que se encaixam nesses casos é menor. “O público aqui de Santos é altamente idoso, de uma capacidade financeira boa, mas de uma faixa etária alta. E isso nos prejudica, pois esse público viaja bastante [por conta do grupo de risco]. Não que o jovem não viaje, mas as compras acontecem em bases menores”. Já na agência Viva Eventos e Turismo, localizada na Avenida Senador, também em Santos, a proprietária do empreendimento, Andreia Ribeiro, não segurou as lagrimas ao relembrar sobre o período de ‘lockdown’. “Foi uma luta bem difícil, passamos por duros momentos”, desabafa. “A parte financeira a gente releva, empurra daqui ou dali, atrasa uma conta, mas precisamos dar prioridade para algumas coisas. A nossa foi o bem estar das funcionárias e a saúde delas. O valor da nossa vida mudou bastante”. Embora registre com tristeza o momento, ela também vê uma ‘luz no fim do túnel’ com a reabertura dos parques de diversão. “Somos representantes de alguns aqui na região, então, a partir do dia 23 de setembro, houve um movimento muito grande. Os parques começaram a abrir e o pessoal a sair. Aumentamos, inclusive, o nosso espaço. Antes, estávamos no centro de Santos”, explica. “Hoje, contratamos até mais pessoas para trabalhar. Estamos na contramão de quem fala que o turismo não está bom”. [[legacy_image_30922]]