[[legacy_image_224855]] Os protestos que contestam o resultado das eleições estão prestes a completar um mês. Mas, ao contrário de outros complexos portuários do País, no Porto de Santos não foram registrados impactos nos acessos de cargas. Um dos motivos é a utilização do modal ferroviário para o transporte de mercadorias, especialmente grãos, para o cais santista. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! Os protestos foram iniciados no último dia 1º, logo após a divulgação do resultado das eleições. Em alguns estados, a situação causou congestionamentos e até desabastecimento. As interdições interferiram nas operações em portos como os de Paranaguá (PR) e Rio Grande (RS). De acordo com dados da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), ontem, as vias de acesso aos portos estavam liberadas e todos os complexos operavam regularmente. Segundo o diretor-executivo do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado de São Paulo (Sindamar), José Roque, no Porto de Santos, as operações não foram impactadas por conta da utilização de ferrovias para o transporte de grãos. Isso porque também houve protestos na região produtora de granel sólido em cidades como Sinop (MT). “Pode ser que mais tarde afete commodities. Mas, hoje, cerca de 80% vêm por vagão, então não estão impactando”. Segundo dados de 2020, de todas as cargas movimentadas no Porto de Santos, uma parcela de 55% chegam ao cais santista através das rodovias. Outros 33% usam o modal ferroviário, 7% fazem transbordo e 5% são transportados por dutovias. De acordo com a Santos Port Authority (SPA), não houve qualquer problema incomum nos acessos ao Porto, apenas suspensões pontuais de navegação devido a questões climáticas.