Kaique da Conceição Muniz teve a vida interrompida ao ser atropelado por um carro na Avenida Afonso Pena, em Santos (Arquivo pessoal) A história de Kaique da Conceição Muniz, de 15 anos, é marcada pela alegria, determinação e sonhos interrompidos de forma trágica. O jovem, que teve sua vida interrompida após ser atropelado enquanto atravessava a Avenida Afonso Pena, em Santos, no litoral de São Paulo, na noite de quarta-feira (22), era um garoto com futuro promissor, sempre sorrindo e disposto a fazer os outros felizes, segundo a tia Thaís Conceição dos Santos, de 27 anos. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! “Ele era um absurdo de felicidade, mesmo com todas as dificuldades que enfrentava. Não tinha tempo ruim para o Kaíque. Ele estava sempre dançando, fazendo todo mundo rir, uma alegria pura”, relembra Thaís, que descreve o sobrinho como alguém que, apesar das adversidades da vida, nunca deixou de sonhar. Kaique morava com a mãe, Taiane Conceição, e o padrasto, além dos dois irmãos. Mesmo sem a presença de um pai biológico e com uma realidade familiar difícil, ele sempre teve força para superar obstáculos, se destacando também no esporte. Apaixonado por futebol, como a mãe e o avô, o adolescente se envolveu em várias modalidades, jogando futebol e polo aquático. Ele atuava como atacante e goleiro em diversos times da Baixada Santista e São Paulo, incluindo equipes como o São Caetano e o ABC Paulista. O jovem sonhava com um futuro brilhante no esporte, mas teve sua vida interrompida de forma trágica e abrupta quando, ao atravessar a faixa de pedestres na Avenida Afonso Pena, foi atropelado por um veículo. Enquanto dois carros haviam parado para ele concluir a travessia, um terceiro automóvel não respeitou a sinalização e atingiu Kaique, que foi arremessado por aproximadamente 30 metros. Ele foi socorrido, mas não resistiu aos ferimentos. “Ele estava com os amigos, atravessando a faixa. E, infelizmente, o motorista não respeitou a sinalização”, lamenta a tia, que descreve a tragédia como um momento de angústia, ainda mais agravado pela sensação de impunidade. Após o acidente, o motorista de 30 anos foi preso, mas liberado após o pagamento de fiança, o que gerou revolta na família. Missa e protesto A busca por justiça continua, e a família de Kaique não pretende deixar o caso cair no esquecimento. Nesta segunda-feira (27), será realizada uma missa de 7º dia em memória do adolescente, às 18h30, na Paróquia São Jorge, no Estuário, em Santos. Após a cerimônia religiosa, amigos e familiares seguirão até o local do acidente, onde farão um protesto pedindo justiça por Kaique. A tia Thaís compartilha com emoção a imagem de um Kaique sempre alegre, que até mesmo conquistou a amizade de sua filha pequena, a quem chamava de “Tio Cacarico”, brincando e trazendo alegria ao ambiente. "Ele sempre foi um amor com todos, e sua paciência era algo impressionante", revela Thaís, que também compartilha a dor de ver um jovem promissor partir tão cedo. Com as homenagens sendo realizadas e a luta por justiça em andamento, Kaique, o primeiro bisneto dos avós e primeiro sobrinho da tia Thais, será sempre lembrado por sua alegria de viver e pelos sonhos que carregava.