O momento em que o avião atinge a segunda torre em Nova Iorque, enquanto a primeira torre (à esq.) já estava em chamas (Carmen Taylor/Estadão Conteúdo - 11/09/01) Eventos que marcam a História, geralmente, ganham lugar cativo na memória, como os assassinatos de John Kennedy (1963) e John Lennon (1980) ou os acidentes fatais envolvendo a princesa Diana (1997) e Ayrton Senna (1994). Muitos sabem exatamente onde estavam e como souberam da notícia. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Pois nesta sexta-feira (11) faz 25 anos de algo semelhante: os ataques terroristas de 2001 nos Estados Unidos, onde aviões derrubaram as Torres Gêmeas, em Nova Iorque, e atingiram ainda o Pentágono, sede do poder militar norte-americano, em Washington. Um terceiro ataque ocorreu no voo 93 da United Airlines, que caiu na Pensilvânia. No total, 2.977 vítimas morreram, além dos 19 sequestradores. Alguns santistas descrevem com detalhes, duas décadas e meia depois, o que viram e como foram impactados. Com a internet ainda não tão massiva como hoje, coube à TV e ao rádio serem as principais fontes de informação daquela terça-feira. A funcionária pública aposentada Edenice dos Santos, de 65 anos, foi surpreendida pelos ataques de 11 de setembro de duas formas: uma pelo fato em si, e outra por uma consequência efetiva: sócia de uma agência de turismo, teve que deixar o negócio em função dos prejuízos decorrentes dos atentados. “Éramos eu e mais duas sócias, em uma agência pequena, mas que tinha como forte as viagens internacionais. Naquela ocasião, ninguém quis mais comprar pacotes para o exterior, porque as pessoas tinham medo de andar de avião. Fora que fomos obrigados a devolver todo o dinheiro a quem não quis mais embarcar”. Edenice acompanhou todas as notícias pelo rádio (Alexsander Ferraz/AT) Segundo ela, havia pessoas que viajariam em setembro daquele ano, mas tinham comprado pacotes ainda em janeiro. “Tivemos que devolver toda comissão que havíamos recebido. Arcamos com os compromissos, mas eu não aguentei e saí”, afirma ela. Sobre o momento da ação terrorista, Edenice lembra que estava na agência e a filha viu pela TV o ataque ao World Trade Center. “Ela me ligou assustada e contou o que aconteceu. Daí, falei para as meninas ligarem o rádio para acompanharmos. Foi um horror”, conta ela. Fernando Negrão viu a notícia nas TVs das lojas do Centro de Santos (Alexsander Ferraz/AT) Juventude Impactada O cantor Fernando Negrão, hoje com 46 anos, lembra que era office-boy de uma empresa de transporte no Centro de Santos. Ao passar por uma loja, viu as TVs ligadas no noticiário. “Hoje com a internet, temos muito mais informações quando ocorre alguma tragédia. Naquela época, quando eu vi na TV os prédios explodindo, não sabia ao certo o que tinha acontecido. Depois que fui saber a gravidade da situação”, conta. Paschal Joseph Danil: imagens guardadas na mente (Alexsander Ferraz/AT) O Terror Ao Vivo O administrador de empresas Pascal Joseph Danil, de 69 anos, guarda na mente as imagens daquela manhã que mudou o mundo. “Eu era comerciante, e ouvi a notícia dos atentados pela TV do meu vizinho, que me chamou apavorado. O mais espantoso é que foram vários eventos planejados ocorrendo ao mesmo tempo. Pudemos ver até onde chega o ser humano que usa suas capacidades para destruir”. Para Lia Martuscelli, jamais será possível esquecer queda de torres (Alexsander Ferraz/AT) Para Jamais Esquecer A comerciante Lia Martuscelli, de 66 anos, busca nas memórias as reações daquele 11 de setembro. Sem internet, as notícias corriam de boca em boca entre os lojistas de um shopping de Santos. Na TV, o impacto das torres cedendo, segundo ela, é para jamais esquecer. “A gente ficou meio assim, sem entender muito o que aconteceu, porque não tinha televisores aqui. Achei uma coisa de outro mundo, um acontecimento que realmente ninguém esperava”, complementa.