[[legacy_image_100202]] O feriado pelo Dia da Independência do Brasil, nesta terça-feira (7), foi marcado por atos a favor e contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) em Santos. As duas manifestações reuniram centenas de pessoas no Gonzaga, a poucos metros de distância uma da outra, mas não foi registrado tumulto e os protestos ocorreram de forma pacífica. A segurança foi reforçada por um grande efetivo da Guarda Municipal e da Polícia Militar (PM). Questionada pela Reportagem, a PM não fez estimativa de público. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! O primeiro ato teve início às 14 horas na Praça Independência e foi em defesa do Governo Federal e apoio ao presidente. A maioria vestia roupas verde e amarelas, carregava bandeiras do Brasil e discursava pelo fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF). Muitos pediam voto impresso, bandeira de Bolsonaro, exaltavam a ditadura militar e criticavam prefeitos e governadores. Nem todos usavam máscaras e o público era principalmente formado por idosos. “Eu vim porque eu amo o Bolsonaro, ele está lutando pelo nosso país, pelo nosso direito de ser livre e de poder viver”, disse a dona de casa Maria Cecília Sapage, de 70 anos. A aposentada Maria Lúcia Corrêa, de 78 anos, disse que “Bolsonaro é uma pessoa justa e honesta, estou aqui para homenageá-lo. Não quero reivindicar nada, só estou aqui por ele”. Ela estava junto com a também aposentada Edna Regina da Silva, de 74 anos. “Tem que tirar esse bando de safados do STF e mudar o rumo do Brasil, que tem muito mais ladrão do que trabalhador”. Grito dos ExcluídosA outra manifestação teve início às 15 horas na Praça das Bandeiras (Avenida Ana Costa com a praia). Foi o 27º Grito dos Excluídos e Excluídas, unificado com a campanha “Fora Bolsonaro!”. Uma decisão judicial ontem proibiu o local para esse protesto, para evitar confronto com bolsonaristas, porém, ainda assim o grupo se reuniu lá. Houve negociação com a PM, que fez isolamento e não deixou os manifestantes tomarem a praça. Poucos minutos depois, com a chegada de um carro de som, eles deixaram o local em caminhada pacífica pela avenida da praia até a igreja Santo Antônio do Embaré, onde o ato terminou. O tema da edição 2021 do Grito, “Vida em Primeiro Lugar”, com o lema “Na luta por participação popular, saúde, comida, moradia, trabalho e renda, já!”, se juntou ao coro enfático contra o presidente, pelo impeachment dele e a favor da democracia. Entre os participantes estavam sindicatos, partidos de esquerda e estudantes. Todos usavam máscaras. “Temos que manifestar porque há um atentado ao nosso estado de direito, à democracia”, afirmou o músico Renato Ribeiro, de 39 anos. O professor Erik Moraes, de 44 anos, acredita que é importante mostrar que as pessoas estão passando fome, perdendo emprego, além dos mortos da pandemia. “O ponto de vista de Bolsonaro é muito próprio dele, mas o povo brasileiro sabe que a história não é essa que ele conta”. O Grito dos Excluídos também ocorreu na Zona Noroeste e em outras seis cidades da região: São Vicente, Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Peruíbe, Itanhaém.