Menos de um quarto das crianças e dos adolescentes de 10 a 14 anos receberam vacina contra a dengue em Santos e, deles, apenas 34,2% retornaram no intervalo de três meses para tomar a segunda dose. Em outras cidades da Baixada Santista, o cenário é semelhante e visto com temor. “Infelizmente, a polarização que tivemos em outras eleições contra a vacina acabou transformando essa questão em algo político, ao invés de técnico”, lamenta o secretário de Saúde de Santos, Denis Valejo. Ele destaca que a baixa adesão também ocorre em campanhas de prevenção a outras doenças, como a poliomielite, erradicada no Brasil em 1989. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a polio corre o risco de voltar a ser uma realidade no País por causa da rejeição à vacina. “Em Santos, nós temos os insumos, temos os profissionais para dar a vacina, temos o público que precisa receber, e as pessoas estão perdendo o interesse em vacinar. Lembrando: a vacinação é o método preventivo mais barato e mais eficaz para se proteger da doença.” Dados municipais indicam que a dengue causou três mortes e levou a 156 internações. A faixa etária com mais hospitalizados é a dos 15 aos 19 anos, com 23 pessoas. Em Santos, a vacina contra a dengue está disponível de segunda a sexta-feira nas 30 policlínicas espalhadas pela Cidade. Aos sábados, pelo menos uma unidade de cada região abre para aplicar as doses. Mesmo quem tomou a primeira dose, mas perdeu o prazo de 90 dias para retornar para a segunda aplicação, pode retornar ao posto de imunização para completar o ciclo vacinal. Além da vacinação, a Secretaria de Saúde santista alerta que é preciso dar fim a criadouros do mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. A pasta calcula que 70% deles estejam dentro de residências. “Tudo que acumula água parada é um possível foco. E, hoje, a dengue, já não é mais sazonal. Ela ocorre durante o ano todo por causa das mudanças climáticas. Então, é importante a gente ter a prevenção durante o ano todo também”, alerta Valejo. OUTRAS CIDADES Bertioga O Município aplicou 615 doses de vacina contra a dengue — 11,6% do público-alvo na primeira dose e 1,58% na segunda. As unidades básicas de saúde abrem de segunda a sexta, das 9h às 16h. É preciso levar documento original com foto, CPF, cartão SUS e caderneta de vacinação para se imunizar. >>Cubatão O Serviço de Vigilância Epidemiológica não apresentou estatísticas, mas reforçou que 14 unidades de saúde abrem, das 9h às 16h, onde é possível procurar uma das 1.198 doses disponíveis. Guarujá Em Guarujá, 14,64% do público-alvo se vacinou (2.824 doses aplicadas) e 2,03% completaram o esquema vacinal (392). Há mais de 3 mil doses disponíveis, de segunda a sexta-feira, das 8h às 16h, em unidades Básicas de Saúde (UBSs) e de Saúde da Família (Usafas). Itanhaém Das 933 pessoas que receberam a primeira dose da vacina contra a dengue, 421 retornaram. O imunizante é oferecido de segunda a sexta, das 8h às 16h, nas unidades de Saúde da Família (USF). Mongaguá Há 991 doses. O Município teve a maior adesão do público-alvo na região: 67% receberam a primeira dose, e 20%, a segunda. A vacina é aplicada nas nove unidades Básicas de Saúde (UBS), de segunda a sexta, das 9h às 15h. Praia Grande Cerca de 4,4 mil pessoas receberam a primeira dose, e 600, a segunda. “A grande maioria ainda não completou o tempo necessário para receber a segunda dose”, esclarece a Prefeitura. A vacinação ocorre de segunda a sexta, das 9h às 16h, nas 31 unidades de Saúde da Família (Usafas) das 9h às 16h. Nas unidades Forte, Guilhermina, Mirim I, Samambaia e Vila Sônia, há atendimento estendido entre as 17h e as 19h. Nos sábados, domingos e feriados, o Centro de Especialidades Médicas e Ambulatoriais atende das 9h às 15h. São Vicente Foram 2.339 primeiras doses aplicadas, ou 31,8% do público-alvo. Da segunda, foram 661, ou 9% de adesão. O imunizante está disponível nas 26 unidades básicas de Saúde, de segunda a sexta, das 9h às 16h30, e no posto de vacinação do Brisamar Shopping, 4o andar, de segunda a sábado, das 10h às 19h.