[[legacy_image_64493]] Quatro cidades da Baixada Santista mantiveram, em 2020, praticamente os mesmos índices de saneamento básico no comparativo com 2019, segundo o Ranking do Saneamento Básico divulgado esta semana pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados. O relatório leva em consideração as 100 maiores cidades do Brasil em população e é feito com base nos dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) do ano de 2019. Clique e Assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe acesso completo ao Portal e dezenas de descontos em lojas, restaurantes e serviços! Santos manteve a liderança nacional no índice pelo segundo ano consecutivo. A Cidade é a segunda com menor índice de perda de água na distribuição: 11,94%. No quesito índice de esgoto tratado referido à água consumida, Santos registrou 97,63%. E atingindo novamente 100% de distribuição de água. Outras cidades Praia Grande, São Vicente e Guarujá também aparecem na lista. As outras cidades da região não são avaliadas pelo Trata Brasil. Praia Grande caiu da 30ª para a 31ª posição, com 91% de atendimento total de água. O índice de esgoto tratado referido à água consumida, na Cidade, é de 68,68%. São Vicente saiu da 52ª posição para a 51ª na última avaliação do ranking, com 90,92% de atendimento total de água. O índice de esgoto tratado referido à água consumida é de 70,36%. Em Guarujá, a posição foi de 60ª para a 58ª, com atendimento total de água em 81,97%. O índice de esgoto tratado referido à água consumida é de 69,13%. Pedro Scazufca, pesquisador do Ranking, explica que houve estabilidade na Baixada apesar da mudança na metodologia. Essas mudanças não foram suficientes para mudar o quadro da região, que segue estável. Atendimento Segundo Scazufca, as metas de atendimento de água e esgoto para o Brasil são de 99% para água e 90% para esgoto. “Santos atende as duas, tendo 100% de água e 99% de esgoto”, explica. No entanto, é preciso ressaltar que ainda há 11.715 famílias vivendo em áreas irregulares na Cidade, segundo a Prefeitura, como no Dique Vila Gilda, a maior favela em palafitas do País. E este número é defasado, já que a Administração usa os dados do Plano Municipal de Habitação de 2009. Com relação aos imóveis que atualmente passam pelos procedimentos de regularização, o número é de 3.011, ainda segundo a Prefeitura, que ressalta que o Censo Nacional foi adiado em função da pandemia. Praia Grande, Guarujá e São Vicente não atendem os índices nacionais. Praia Grande tem 91% de atendimento de água e 73% de esgoto; Guarujá 81% de água e 69% de esgoto e São Vicente 90% de água e 77% de esgoto. A Prefeitura de Guarujá informou que há 33.263 moradias em áreas irregulares na Cidade, atualmente. Com relação aos imóveis em processo de regularização, são 19.298. São Vicente identificou 17.737 loteamentos e favelas no Plano Local de Habitação de Interesse Social, de 2009. “Considerando-se a necessidade técnica e temporal de revisão do Plano, a Prefeitura estima que cerca de 25 mil famílias residem, hoje, em áreas irregulares”, diz a Administração. Praia Grande não respondeu até o fechamento desta edição.