[[legacy_image_227502]] Santos e Guarujá são as únicas cidades da Baixada Santista a não retomarem o uso obrigatório de máscaras no transporte coletivo municipal. Cada passageiro pode decidir se quer ou não usar. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! A decisão contraria recomendação do Governo Estadual, que voltou a exigir o uso da proteção em ônibus intermunicipais, no Veículo Leve sobre Trilhos (VLT) e nas barcas e balsas entre Santos e Guarujá, todos de responsabilidade do Estado. A Prefeitura de Santos afirma estar avaliando diariamente a situação epidemiológica no Município e, caso necessário, anunciará novas medidas de combate ao avanço da covid-19. Contudo, reforça que o uso de máscaras segue obrigatório nas unidades de saúde públicas e particulares da Cidade. No caso de Guarujá, a Sala de Situação de Enfrentamento à Covid-19 está analisando a determinação do Estado. O uso de máscaras segue facultativo no transporte coletivo e obrigatório nos equipamentos de saúde, instituições de longa permanência (ILPIs), bem como para os idosos e imunossuprimidos. São Vicente retomou a obrigatoriedade no transporte público e manteve nas unidades de saúde. A Prefeitura também reforça que realiza constante vigilância dos casos e reuniões estratégicas para definir medidas de contenção do vírus na Cidade. Praia Grande, seguindo orientações do decreto do Governo do Estado, voltou a tornar obrigatório o uso de máscaras no transporte coletivo e nos dois Terminais Rodoviários, Tatico e Tude Bastos. A Administração também salientou a importância de que a população esteja com o ciclo vacinal completo para assegurar maior proteção contra a doença. Em Bertioga retomou, desde o dia 26 de novembro, a obrigatoriedade do uso de máscara em transportes públicos. Além disso, a Prefeitura ainda mantém o uso obrigatório nas unidades de saúde, farmácias e recomenda a utilização em locais fechados ou com grande quantidade de pessoas. Já em Cubatão, o uso obrigatório de máscaras no transporte público e nos locais de acesso aos veículos foi decretado desde 29 de novembro. Além da recomendação a utilização em ambientes fechados e em unidades escolares. A Prefeitura de Mongaguá confirmou que respeitou as medidas do Governo do Estado sobre a obrigatoriedade do uso de máscaras no transporte público e está em vigor desde 25 de novembro. Por sua vez, Peruíbe afirma que a medida está em vigor na Cidade. Além do transporte coletivo, o uso da proteção ainda é obrigatório em todas as unidades de saúde do Município. Itanhaém também segue a orientação do Estado. Para o infectologista Roberto Focaccia, a medida surge como uma forma de conter a crescente nos casos do coronavírus no Estado de São Paulo e na Baixada Santista. O profissional informa que o uso da proteção pode garantir também a diminuição de outros vírus respiratórios que estão circulando e causando quadros graves de pneumonia. “Em que pese o aumento de casos de covid-19 ter se limitado a um quadro clínico semelhante a uma forte gripe, tem ocorrido também um aumento de mortes em populações idosas e /ou imunocomprometidas por doenças crônicas prévias. Só isso já justificaria o uso de máscaras em alguns locais de maior concentração de pessoas, como nos transportes coletivos, aeroportos, aviões, por exemplo”, diz. O especialista reforça que pessoas idosas ou portadoras de doenças crônicas deveriam se precaver e continuar protegidas por máscaras em ambientes fechados onde circulam muitas pessoas. “Além do quê há um alto percentual da população não devidamente vacinada, ou parcialmente vacinada, contra Covid-19 e contra Influenza. Mesmo quem recebeu a quarta dose da vacina do coronavírus há mais de 6 meses já tem uma redução da imunidade específica”, conclui.