[[legacy_image_357339]] O Ministério Público de São Paulo (MPSP) recomendou que a Prefeitura de Registro, no Vale do Ribeira, providencie mais profissionais aptos, equipamentos e insumos para o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) do município. O órgão tem 60 dias para aderir às providências, sob pena de uma ação civil pública. No Procedimento Administrativo de Acompanhamento (PAA) instaurado na última terça-feira (7), é citado que a rede municipal falhou no atendimento de uma criança de dois anos, vítima de afogamento em 1º de maio, em uma piscina. Na ocasião, a unidade do Samu que atendeu a ocorrência não tinha equipamentos, insumos ou médicos e socorristas aptos para o socorro, apenas uma técnica de enfermagem e motorista. O MPSP pediu para que o público local se manifeste sobre a falta de médicos e dados quanto à lotação do número mínimo de profissionais no Samu e que o município apresente documentos que demonstrem que os recursos repassados pelo Ministério da Saúde, para analisar se estão sendo usados para a devida manutenção e qualificação do serviço. Em nota, a Prefeitura de Registro informou que tem conhecimento da manifestação do Ministério Público, porém há um conflito com a divisão de responsabilidades referente ao tipo de atendimento na saúde, e que cabe ao governo municipal ser responsável por demandas de Atenção Básica. O órgão ressalta que a cidade não tem o Samu para ocorrências com demandas pré-hospitalares móveis. Em relação ao caso de afogamento, alegaram que a vítima recebeu todo atendimento e foi conduzida diretamente ao Hospital Regional de Registro, onde ainda recebe a atenção necessária.