No inverno, são comuns gripes e resfriados. Pneumonias também são frequentes. Indica-se lavar as mãos sempre e evitar aglomerações (Nirley Sena/AT/Arquivo) Depois de um período prolongado de calor, uma frente fria se instalou e derrubou as temperaturas na Baixada Santista. Com o outono chegando ao fim e o inverno prestes a dar as caras, é importante se cuidar para não adoecer. O médico e professor universitário Leonardo Weissmann, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas, destaca que os cuidados com a saúde respiratória de idosos e crianças devem ser redobrados, pois eles têm sistema imunológico mais vulnerável. Pessoas com doenças crônicas, como diabetes, asma, doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) e doenças cardíacas também são mais suscetíveis a complicações de doenças respiratórias. A exemplo de pessoas imunossuprimidas por doenças ou tratamentos, elas estão em maior risco durante a estação. Weissmann alerta que sintomas como febre alta persistente, dificuldade para respirar, dor no peito, confusão mental e incapacidade de ingerir líquidos são sinais de que é preciso procurar um médico. Em crianças, respiração rápida ou dificuldade para respirar, recusa de alimentos, letargia ou irritabilidade também indicam doenças. O especialista aconselha manter ambientes arejados, mesmo que esteja frio, para evitar a proliferação de vírus e bactérias. Também indica manter atualizada a carteira de vacinação contra a gripe, pois reduz o risco de complicações. Outra recomendação é manter hidratação adequada e alimentação rica em vitaminas e nutrientes, para fortalecer o sistema imunológico. Nesta época, o ideal é evitar aglomerações e lavar as mãos com frequência para prevenir infecções respiratórias. Doenças e imunidade No inverno, as doenças respiratórias mais comuns incluem gripes e resfriados. Weissmann também ressalta que pneumonias, que podem ser virais ou bacterianas, também são frequentes, especialmente em idosos e crianças. A bronquite e a asma podem se agravar devido ao ar frio e seco. O especialista reforça que a sinusite e a otite são outras condições que costumam se intensificar nesta época do ano. “Para fortalecer a imunidade e prevenir doenças respiratórias, é recomendável manter uma dieta balanceada, rica em frutas, legumes e verduras, que fornecem vitaminas e antioxidantes. A prática regular de exercícios físicos ajuda a melhorar a resposta imunológica. A vacinação anual contra a gripe é fundamental para evitar complicações. (...) Lavar as mãos frequentemente e evitar o contato com pessoas doentes são medidas simples, mas eficazes, para prevenir infecções”, destaca o especialista. Proteção deve ser mútua Mesmo que nos últimos anos o inverno tenha sido de temperaturas mais amenas, o infectologista Marcos Caseiro, professor de Medicina na Universidade São Judas Tadeu em Cubatão, diz que, quando baixam as temperaturas, ocorre um aumento clássico e nítido das doenças de transmissão respiratória. “Um dos motivos é que as pessoas, de uma maneira geral, por causa do frio, ficam mais confinadas, acabam diminuindo a ventilação dos locais onde elas ficam, e isso propicia e facilita a transmissão interpessoal por via respiratória”, adverte. Caseiro cita que, no período, também há mais casos de meningite. “A meningite meningocócica, que é a meningococcemia, é de uma bactéria que se aloja na garganta, na orofaringe. Quinze por cento da população tem essa bactéria vivendo convencionalmente na garganta. Em algumas situações, ela pode passar para outras pessoas por via respiratória”, menciona. O médico sugere que pessoas que tenham sintomas respiratórios utilizem máscaras e procurem um serviço de saúde. “Todo mundo com sintomas respiratórios deve se proteger e proteger as outras pessoas utilizando máscara”, destaca Marcos Caseiro.