[[legacy_image_58728]] As bicicletas têm sido a principal escolha de meio de transporte por quem busca um estilo de vida mais saudável, prático, econômico e independente. Em Santos, as ruas planas também são convidativas para o uso da “magrela”, também conhecida como “camelo” na Cidade. Apesar das facilidades da bike, é preciso ter atenção às características de um modelo urbano para manter a segurança e o conforto, na hora de pedalar. Estar sempre com os freios regulados e os pneus calibrados são pontos básicos, obrigatórios para quem utiliza diariamente a bike para ida e volta do trabalho, como a atendente de padaria, Giselia Damaceno, de 33 anos. “Eu uso a minha velha amiga bicicleta, porque é bem mais prática, chego mais rápido em casa e evito ficar dentro de ônibus ainda mais agora na pandemia”. [[legacy_youtube_IBQTJHkAvwM]] Porém, além dessas duas características, itens como sinalizador, corrente lubrificada, guidão regulado de acordo com a altura do ciclista e pneus lisos são recomendados para evitar acidentes. “Como as ruas são asfaltadas esse tipo de pneu proporciona mais giro (velocidade) que um modelo de ‘cravo’, que vai ficar mais fixo no chão e, consequentemente, deixar o pneu mais desgastado”, explica o vendedor de uma loja especializada em bicicletas, Luã Tsuyoshi Borges Seki. Pensando também em custo benefício, outra dica dada por Seki é dispensar os modelos com marcha. “Como aqui é uma região plana a marcha acaba sendo uma opção. Ela costuma ser interessante para quem quer fazer um treino físico, caso contrário não é um investimento necessário”. Além disso, acessórios como cesta, capacete e até para-lamas são recomendados para ciclistas que fazem deslocamentos diários, como Giselia. Ela faz parte do grupo que utiliza a bicicleta com mais frequência na Cidade - os trabalhadores. De acordo com a Associação Brasileira dos Ciclista, representam a maior parte da população que utiliza esse meio de transporte em Santos. “Primeiro são os trabalhadores, depois pessoas que fazem trajetos curtos, como uma ida ao mercado ou farmácia, seguidas de estudantes universitários”, explica Jessé Teixeira, presidente da Associação. Em Santos, o número de ciclistas tem aumentado significativamente desde o início da pandemia. “A quantidade praticamente triplicou desde o ano passado”, finaliza Jessé.