[[legacy_image_284912]] Você está andando na praia e, de repente, avista um animal marinho na areia. Você sabe o que fazer? É importante salientar que cada animal tem um comportamento diferente, o que torna a reação imprevisível – uma vez que pode estar ferido ou cansado, por exemplo. PinguinsCom a chegada do inverno é comum o aparecimento de pinguins nas praias da região, sobretudo a espécie pinguim-de-magalhães, que vive na costa da Argentina e Chile e que, neste período do ano, migra em busca de alimentos e águas mais quentes. Segundo informações do Instituto Gremar, 26 pinguins-de-magalhães já foram resgatados desde 22 de junho (data que marca o início do inverno) nas praias de Santos, São Vicente, Mongaguá e Bertioga. As ocorrências foram registradas pelo Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS). De acordo com o biólogo do Aquário Municipal de Santos, Marco Aurélio Gattamorta, alguns dos animais dessa espécie – sobretudo os mais jovens, entre 1 e 2 anos – acabam se perdendo do seu grupo e, por isso, são encontrados nas praias. “Nesse caso, os programas de monitoramento ambiental e o Aquário acabam resgatando esse animal”, explica. O biólogo ainda explica que, devido à gripe aviária, o recomendado é que a população não se aproxime de nenhuma ave marinha (como pinguins, atobás e gaivotas) ou mamíferos (como focas e leões-marinhos) que apareçam na praia. “O ideal é ligar para o Projeto de Monitoramento de Praias, que está fazendo o resgate desses animais”. Sem encostarGattamorta ainda ressalta que, além da gripe aviária, esses animais também podem transmitir outras doenças de zoonoses. Por isso, o ideal é não manuseá-los. De acordo com o Instituto Biopesca, para acionar o serviço de resgate de mamíferos, tartarugas e aves marinhas, vivos, mas debilitados, ou mortos, entre em contato pelos telefones 0800-642-3341 (horário comercial) ou (13) 99601-2570 (WhatsApp e chamada a cobrar). Orientações-Mantenha as pessoas afastadas do animal;-Faça silêncio, não grite; -Não encoste no animal e não tente movê-lo; -Não devolva o animal à água; -Não tire foto com flash; -De forma alguma, coloque o animal no gelo (apenas algumas espécies vivem nesse ambiente, o que não é o caso do pinguim que chega ao Brasil); -Acione as instituições ambientais que podem ajudar o animal de forma adequada. Fonte: Instituto Biopesca