[[legacy_image_325931]] Moradores de diversas cidades da Baixada Santista vêm reclamando da recorrência de falta de água desde o final de 2023. A superintendente da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) na Baixada Santista, Olívia Mendonça, prestou esclarecimentos a população e atribuiu a estiagem como o grande motivo da escassez hídrica na região. Clique aqui para seguir agora o novo canal de A Tribuna no WhatsApp! Olívia explicou, em entrevista à TV Tribuna nesta sexta-feira (12), que as previsões de chuva para o início de janeiro não se concretizaram, por isso houve 71% a menos da chuva esperada na região. “Tivemos o menor volume dos últimos 14 anos para esse período, foram muitos dias seguidos de sol. Nossos mananciais são superfícies e não funcionam como represa, por isso a estiagem prejudicou (o abastecimento da Baixada Santista)”, explicou. A representante da Sabesp ainda afirmou que a disponibilidade hídrica na Baixada Santista é muito dinâmica e acaba sendo afetada pelo volume e pela incidência das chuvas. Para recuperar e restabelecer o fornecimento de água de forma adequada, Olívia disse que são necessárias chuvas imediatas para ampliar a variação disponível nos sistemas. “A falta de chuva foi mais vista no nosso sistema norte, que abastece as cidades de Bertioga e Guarujá. Nessa época do ano, em Guarujá, a vazão típica é de 2 mil litros por segundo, mas tivemos vazão de 1,4 mil por segundo. Esses são números de estiagem num período que deveria ser chuvoso. Ontem (quinta, 11), choveu onde a água é captada na região de Mogi das Cruzes. Não foi muito forte, mas suficiente para um pouco de recuperação. Só que ela não é imediata”, esclareceu. Com relação aos demais municípios, como Santos e São Vicente, Olívia explicou que eles são afetados por ter um sistema integrado de abastecimento na Baixada Santista. Portanto, isso também pode afetar a pressão da água. “Com esse sistema, temos mandado água de Santos para Guarujá. À medida que a gente toma uso dos sistemas de contingência para outros municípios, há variações de pressão, o que difere de falta d’agua. Isso tem acontecido por conta das chuvas e estiagem”, observou. Apesar das reclamações da população, noticiadas porA Tribuna, a superintendente disse que os problemas são pontuais e que não existiu falta de água generalizada. “Estamos num período de temporada, com grande quantidade de turistas ainda descendo para o Litoral, isso influencia. Algumas ocorrências foram por motivo de manutenção, mas temos um plantão de contingência com caminhões-pipa, bombas de reserva e equipes de plantão 24 horas”. Sobre as reclamações de gosto de terra na água em Santos e São Vicente, a representante da Sabesp informou que já foram coletadas amostras de água de pontos estratégicos do sistema. Ela acrescentou que todos os resultados da primeira amostragem resultaram para total conformidade para todos os parâmetros previstos em lei.