“O Brasil é um país que precisa se inserir mais na economia mundial”, pensa o ex-governador de Minas (Vanessa Rodrigues/AT) Mais investimentos em infraestrutura, para otimizar a operação do Porto de Santos e aproveitar o potencial do Polo Industrial de Cubatão. É o que defende o pré-candidato do Novo à Presidência, Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Ele esteve nesta terça-feira (14) de manhã no Grupo Tribuna, onde o receberam o diretor-presidente da TV Tribuna, Roberto Clemente Santini, o diretor-presidente de A Tribuna, Marcos Clemente Santini, o diretor-executivo, Airton Vasconcellos, o diretor de Negócios, Demetrio Amono, o diretor de Conteúdo, Alexandre Lopes, e a gerente de Projetos e Relações Institucionais, Arminda Augusto. Para Zema, a Baixada Santista está “com a faca e o queijo na mão” com relação aos dois pilares da economia local. “O Brasil é um país que precisa se inserir mais na economia mundial. Nós temos, proporcionalmente ao tamanho da nossa economia, exportação e importação pequenas.” Ele também pondera que Cubatão sofreu uma desindustrialização, mas reversível. “Pela proximidade com São Paulo e com o Porto, é um dos locais do Brasil que mais têm condição de receber matéria-prima, e escoar produtos já fabricados.” Economia O pré-candidato entende que uma de suas principais tarefas é destravar a economia, garantindo investimentos e diminuindo a participação estatal. Entre suas propostas, estão “privatizações; reforma administrativa, por mais racionalidade ao setor público; reforma previdenciária e revisão dos benefícios sociais. Estamos criando no Brasil uma geração de imprestáveis. Muito marmanjo, de vinte e poucos anos, recebendo Bolsa Família e recusando propostas de emprego. O que eu quero: nesse caso, que o benefício seja suspenso”. Zema cita a experiência de sua gestão em Minas, onde foram privatizadas 118 empresas. Para a política econômica, ele julga necessário alguém com perfil semelhante ao do ex-ministro Paulo Guedes, que foi ministro no governo de Jair Bolsonaro. “Vamos levar economistas aí que não acreditam em Papai Noel, só em trabalho duro, investimento privado, para poder levar esse País adiante.” Segurança Zema se diz favorável à inclusão, pelo governo dos Estados Unidos, de facções criminosas como Comando Vermelho e PCC entre organizações terroristas e que aceitaria ajuda do presidente Donald Trump no combate à criminalidade. “Na hora em que o Governo brasileiro fizer isso, você obrigatoriamente tem que colocar todas as forças para combatê-las: Exército, Marinha, Aeronáutica, Polícia Federal, Receita, Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras). Ter cooperação com outros países não é problema, não. Se eles quiserem ceder equipamento para combater, ótimo. O que eu não quero é que continue como está.” Quem é Administrador formado pela Fundação Getulio Vargas (FGV) de São Paulo e ex-presidente do conselho de administração das empresas de sua família, Romeu Zema Neto nasceu em Araxá (MG) em 28 de outubro de 1964. Elegeu-se governador em 2018 e foi reeleito em 2022. Renunciou neste ano para disputar a Presidência.