[[legacy_image_200024]] O movimento no comércio e em bares e restaurantes da região superou expectativas e indica recuperação econômica, segundo o setor. No comércio, as vendas devem passar os 12% de alta previstos, na comparação com o ano passado. Em bares e restaurantes, houve, em média, 70% mais público do que em um domingo normal, segundo o sindicato da categoria. Clique, assine A Tribuna por apenas R\$ 1,90 e ganhe centenas de benefícios! O presidente do Sindicato de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares da Baixada Santista e do Vale do Ribeira (SinHoRes), Heitor Gonzalez, comemorou. “Estou surpreso. Geralmente, o Dia dos Pais não é tão forte quanto o Dia das Mães, por exemplo, mas hoje (ontem) o movimento superou as expectativas”, diz. Ele explica que é comum o Dia dos Pais ter movimento 50% acima de um domingo comum. No caso das Mães, há o dobro de público de um domingo regular. “Acredito que o movimento esteja 70% maior do que um domingo normal. Em um dos meus restaurantes, onde há 180 lugares, estamos completando novamente este público mesmo às 15h30”, contou ele, no horário em que conversou com a Reportagem. Para Gonzalez, contribuíram para a melhora o dia com tempo ensolarado e o fim do “medo” de aglomerações em restaurantes. Marcelo Muniz Pereira, um dos donos do restaurante Almeida, na Vila Mathias, em Santos, afirma que o público foi 40% maior. “Percebemos que houve um aumento, ainda menor comparado a outras datas comemorativas. Mas é uma data que realmente atrai mais pessoas, independentemente de tempo aberto ou não.” Para o proprietário do restaurante Naus, no Gonzaga, Bruno Souto, o movimento foi 50% superior ao de um domingo regular. “Em alguns momentos, tivemos, até, filas. Sentimos que as pessoas saíram mais de casa com o tempo aberto”, afirma. Ele diz que a clientela ainda não é a de antes da pandemia de covid-19, mas “tivemos um almoço muito bom. E ainda vamos abrir à noite.” AquecidoO presidente do Sindicato do Comércio Varejista da Baixada Santista (Sincomércio-BS), Omar Abdul Assaf, as vendas no varejo podem ter superado a previsão de 12% a mais no faturamento. “Tivemos um sábado muito bom, de acordo com as expectativas. O clima ajudou muito as pessoas a sair para comprar.” Para ele, é a “largada” do semestre, com esperança de menor inflação e mais dinheiro circulando por causa do Auxílio Emergencial, que começou a ser pago neste mês. “A tendência dos preços é parar (de subir) ou cair. Esperamos mais deflação em agosto e isso é relevante ao comércio.” Para setembro, Assaf prevê alta de vendas na Semana Brasil, juntamente ao feriado de 7 de setembro. “É um ciclo da economia. Não há mais justificativas para aumentar preços. Houve, ainda, reduções da gasolina e do diesel. Então, são bons parâmetros para nós.”