A Baixada Santista pode registrar ressaca com ondas de até três metros de altura nesta semana (Arquivo / AT) As cidades do litoral de São Paulo já enfrentaram fortes ressacas, com o mar agitado, grandes ondas e, inclusive, danos aos municípios. Em uma delas, registrada em fevereiro de 2023, as ondas afetaram a Ponte Edgard Perdigão, na Ponta da Praia, em Santos, e afundaram uma embarcação. Em abril de 2020, grandes ondas ‘invadiram’ as avenidas da orla de Santos e São Vicente. Nesta sexta-feira (13), a previsão é de ondas de até três metros na Baixada Santista. Clique aqui para seguir agora o canal de A Tribuna no WhatsApp! Em julho de 2024, uma forte ressaca atingiu as cidades do litoral de São Paulo, provocando ondas que ultrapassaram os três metros de altura. O fenômeno foi responsável pela formação de espumas que chamaram a atenção ao se espalharem pelos canais e pela avenida da orla de Santos. O biólogo Eric Comin explica que a força das ondas, ao se chocarem contra as rochas, a costa e até mesmo ao quebrarem nas praias, provoca a separação de materiais orgânicos, como gorduras diluídas na água, resultando na formação da espuma. O mesmo material pode estar em alguns organismos que ficam incrustados nos rochedos. “Essa gordura natural proveniente dos animais e vegetais marinhos não é nociva. Ela é causada exatamente pela agitação do mar, que provoca as ondas as quais fazem a separação da gordura através da flotação, o que acaba gerando a espuma”. Já em fevereiro de 2023, a ressaca danificou não só a estrutura da Ponte Edgard Perdigão, na Ponta da Praia, como fez com que uma escuna afundasse. No mesmo ano, em novembro, durante o feriado prolongado de Finados, uma forte ressaca atingiu todas as praias da Baixada Santista, obrigando banhistas a deixarem o mar e comerciantes a recolherem suas barracas. Invasão do mar nas avenidas das cidades Em abril de 2020, em Santos, a água do mar cobriu toda a faixa de areia e invadiu as duas faixas da avenida da praia. Segundo informou a Prefeitura, a pista sentido Ponta da Praia ficou bloqueada para o tráfego de veículos a partir do Canal 3. Em São Vicente, a situação foi a mesma na orla do bairro Gonzaguinha. A água invadiu a faixa de areia e as duas pistas da Avenida Embaixador Pedro de Toledo. Além disso, em agosto de 2016, o fenômeno causou a inundação da Avenida da Praia, em Santos, gerando diversos transtornos. Em alguns trechos, a água do mar chegou a invadir prédios localizados principalmente na Ponta da Praia - alguns ficaram com as garagens do subsolo submersas. E em fevereiro de 2022, a forte ressaca destruiu parte do calçadão da orla da Ponta da Praia, em Santos. Previsão de frente fria e ressaca em Santos As cidades do litoral de São Paulo terão ressaca até esta sexta-feira (13). A previsão é que, com a maré alta, as ondas cheguem a até três metros de altura. Isso se deve à frente fria que agiu na Baixada Santista e no resto do litoral paulista, gerando umidade, que se somou aos ventos costeiros. A maré poderá atingir até 1,80 metro em toda a orla da Baixada Santista e chegar a dois metros no interior do estuário de Santos e São Vicente. De acordo com o Núcleo de Pesquisas Hidrodinâmicas, as ondas podem ultrapassar 2,70 metros até sexta-feira (13). Essa condição, conforme indicam os Planos de Contingência para Ressacas e Inundações Costeiras dos municípios de São Paulo e Santos, coloca toda a Baixada Santista em estado de atenção, devido à previsão de ondas com alturas variando entre dois e três metros.