Dados são comparativos entre este Carnaval e o de 2025; falta de respeito à sinalização foi um problema (Alexsander Ferraz/AT) O número de banhistas salvos nas praias da Baixada Santista neste Carnaval quase triplicou na comparação com o de 2025. Guarda-vidas resgataram 217 pessoas entre os dias 14 e 17, total 182,6% maior do que no ano passado (75). Os dados são do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar). O número de afogamentos nas praias da região também aumentou. Foram 146,1% a mais no Carnaval deste ano: 128 a 52. Mas o número de mortes diminuiu, de duas (em Guarujá e Itanhaém) para uma — a de um turista de 15 anos, da Capital, na Praia do Perequê, em Guarujá. Ele desapareceu no mar no sábado, e seu corpo foi achado por pescadores um dia depois. Guarujá foi a Cidade que mais registrou afogamentos neste ano: 76. No Carnaval passado, foram 32. Os resgates quase triplicaram na Cidade, de 49 para 137. Maior movimento O primeiro-tenente Carlos Eduardo Campanhola, do GBMar, ressalta que o aumento na quantidade de afogamentos e resgates “indica que 2026 foi consideravelmente mais movimentado, com maior número de pessoas frequentando as praias e, consequentemente, maior exposição ao risco”. Era previsto que 3,2 milhões de turistas visitassem a Baixada Santista, como noticiou A Tribuna no dia 12. Razões principais De acordo com Carlos Campanhola, os afogamentos aconteceram principalmente por causa da entrada de banhistas em correntes de retorno, do desrespeito a bandeiras de sinalização, por superestimar a própria capacidade de nado, consumir bebida alcoólica antes de entrar no mar e permanecer em áreas de risco, como costões e trechos não guarnecidos. Por isso, o primeiro-tenente do GBMar reforça que se deve sempre nadar próximo a um posto de guarda-vidas, obedecer às bandeiras e sinalizações, evitar o consumo de álcool antes do banho de mar e redobrar atenção com crianças. Em caso de corrente de retorno, a recomendação é sair da água.